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Vítor Pinto
Subdiretor
Premium 03 outubro 2021 - 00:21

Sim ao Seixal mas sem hipocrisias

Luís Filipe Vieira fez compras acima dos 100 milhões e foi acusado de traição à formação e eleitoralismo. Com Rui Costa o foco não se alterou e a nação encarnada está esfuziante

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1 Nunca consegui encaixar muito bem a hipocrisia com que o sucesso ou não da formação dos grandes clubes é avaliado consoante as conveniências. No caso do Benfica, que é aquele que está mais em apreço nesta fase, a situação torna-se premente face à entrada na reta final de uma corrida eleitoral que vai traçar as linhas essenciais para o futuro do clube. Rui Costa assinalou, e bem, os 15 anos do Seixal dando o devido crédito pela obra a Luís Filipe Vieira, e situando-a como basilar para o crescimento dos encarnados. Todavia, nem a opinião pública ou publicada benfiquista parece olhar para o fenómeno do sucesso desportivo de 2021/22 com a mesma visão corrosiva com que detonou as aquisições de mais de 100 milhões de euros que, proclamaram bastantes vozes, ‘roubaram’ espaço aos produtos genuinamente benfiquistas no plantel principal, ainda por cima com a venda de Rúben Dias a retirar uma bandeira de referência do balneário. Se, afinal, apenas conta ganhar, é altura de haver menos cinismo e mais pragmatismo.

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