Tira-teimas de grandes mestres
1 A temporada 2020/21 foi atípica para toda a gente. Até para quem tem de comentar o fenómeno desportivo. A concentração inclemente de jogos, casos, polémicas e afins causa efeitos secundários que nem sempre são percetíveis para quem está demasiado próximo do fenómeno. Talvez por isso tão facilmente se considere natural que dois treinadores de alto nível como Jorge Jesus e Sérgio Conceição deixem Benfica e FC Porto, abrindo caminho a novos projetos que não se percebe muito bem como poderiam ser radicalmente diferentes, mas que seguramente seriam encabeçados por treinadores de menor relevo e personalidade. Não me importo de nadar contra essa corrente, dado que nada me entusiasma mais do que imaginar uma época de 2021/22 como palco de uma batalha de grandes mestres como são, além de Jesus e Conceição, também o campeão Rúben Amorim e o agora vencedor da Taça de Portugal, Carlos Carvalhal.
