Última dança de Ronaldo
Ao fim de 228 jogos e 143 golos eis que começam, em Houston, a ouvir-se os acordes para a última dança de Cristiano Ronaldo. São quase 23 anos de excelência com as quinas ao peito que, provavelmente noutro país, levariam a que a despedida do melhor futebolista nacional de sempre dos grandes certames fosse motivo para suscitar ainda maior respeito. Aos 41 anos, CR7 não se apresenta no Mundial cansado e sem ânimo, mas sim crente e mobilizador. As opções são de Roberto Martínez e contra a R.D. Congo avançará a fórmula que tem norteado a Seleção até conquistas de pouca monta como a Liga das Nações, e não o produto dos bitaites do tremoço e imperial. Falta Rúben Dias, isso sim, mas o central não pode ser atirado para a fogueira dado que vai fazer falta muito mais à frente. Já houve mar, já houve areia, já houve piscina, agora é altura de haver golos dos nossos 'beach boys' que dissiparão todas as dúvidas se mostrarem afinação. Neste Mundial os 'underdogs' não mostram reverência aos favoritos pelo que Portugal está avisado e atuando em estádio fechado e climatizado não precisa de viver na incerteza do sofrimento causado pelo bafo e a humidade: é para dominar e ganhar.
