Um dragão na bandeira de Portugal

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O tradicional conservadorismo comunicacional do FC Porto, que reserva a agressividade para os ataques aos adversários e protagonistas avulsos, provavelmente impede que o País tenha de se ajoelhar perante os méritos de um clube que, a cada temporada, torna o impossível possível na frente internacional. Cada vez mais, quando os gigantes do futebol europeu olham para este cantinho do continente, é como se vislumbrassem um dragão inserido na bandeira de Portugal, vigilante e altivo, por cima da esfera armilar. E isso continua a ser verdade mesmo quando é o clube a ufanar-se de cortar o sinal ao seu próprio protagonismo, impedindo que o discurso triunfal de Sérgio Conceição em Atenas fizesse tremer o situacionismo lusitano. Mandar o treinador para o bunker do circuito fechado no momento em que podia erguer a voz, aureolado pela conquista de um inédito triunfo no Pireu e após uma série de cinco jogos sem sofrer golos na Champions, deve tê-lo deixado, no mínimo, frustrado. Um tiro, imerecido, no porta-aviões.

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