Um leão sem cabeça
Rúben Amorim é o treinador do Sporting e só a ele cabe decidir como a equipa deve jogar. Se entende que a opção ofensiva mais ajustada passa por um ataque móvel, recuando Pote sem contratar um ponta-de-lança com poder de decisão na área, subindo o nível em relação a Paulinho, essa visão tem de ser respeitada. No entanto, chega o momento em que a convicção, ou teimosia, transpõe a linha do surreal. Isso torna-se evidente quando os leões ficam em branco, contra o Chaves, mas executando cerca de 45 cruzamentos sem que aparecesse uma cabecinha salvadora. Subir Coates para a área, aos 65’, foi a confissão de uma falta de ideias que alimenta os adversários e deixa exposta uma defesa do Sporting que, por culpa própria ou da falta de cobertura, está irreconhecível. Restam alguns dias para o fecho de mercado mas, depois do caso Slimani, não chegará a Alvalade o tal goleador que parece faltar para dar sentido ao caudal criado pelo incrível talento dos jovens craques.
