Um novo caso Palhinha
Um jornalista não está habilitado para entrar em debates jurídicos ou técnicos sobre Disciplina e Arbitragem. O que podemos e devemos exigir é clareza e coerência. O Conselho de Disciplina e o Conselho de Arbitragem, órgãos que estão sedeados no universo da Federação Portuguesa de Futebol, têm uma especial responsabilidade de serem independentes, claro, mas sobretudo coerentes e cientes do impacto que cada decisão da sua parte produz na perceção do público sobre a indústria do futebol. Daí que, sem argumentações legalistas que se esgotam nas suas rotundas, é impossível concordar que perante factos descritos no relatório de João Pinheiro da mesma forma ("Tornar-se culpado de conduta violenta"), um jogador seja punido com três jogos de castigo e o outro apenas com dois. Sobretudo quando essa decisão permite a Marchesín estar presente no Sporting-FC Porto de Alvalade e exclui João Palhinha desse clássico. Por incrível que possa parecer, o CD da FPF conseguiu criar um novo caso Palhinha que não ajudará a que a poeira da polémica assente até 2 de março. Quem não está nas fichas técnicas tem de, ao menos, tentar fazer melhor.
