Uma final a não perder
O reencontro entre Benfica e Sporting na final da Allianz Cup, quase treze anos volvidos, tem sal e pimenta que dão ainda mais tempero a um duelo sempre apelativo. É uma final a não perder precisamente porque ninguém a pode perder. Têm razão os observadores que entendem que a conquista deste troféu nem salva uma época nem garante um significativo salto anímico. Todavia, para quem atinge a final nas condições em que Benfica e Sporting o fizeram, navegando por entre a turbulência das dúvidas e incertezas, os estilhaços de um insucesso perante um rival são dispensáveis, sobretudo nestes tempos em que qualquer mínimo rastilho detona emoções desenfreadas através das redes sociais. Rúben Amorim, depois dos Açores e da receção ao Sp. Braga, não quer voltar a disparar ao lado, da mesma forma que Nélson Veríssimo rejeita pôr a sua assinatura na quarta derrota consecutiva em clássicos, em dois meses, por parte das águias.
