Urgência no camarote
Com a experiência que tem no futebol, Rui Costa não precisou de muito para perceber que o Benfica estava a colocar-se a jeito para não conquistar os três pontos em Chaves. As imagens do camarote diziam tudo sobre o estado de espírito exasperado não só do presidente das águias, mas de todo o estado-maior que o circundava. Todavia, as mensagens de alarme que foram saindo do interior da Luz, qualificando a visita aos flavienses como "uma final" ou "o jogo mais importante da época", não despertaram Roger Schmidt. O técnico fez uma antevisão assente nos méritos do passado, não nas urgências do presente, e a escorregadela em Trás-os-Montes ficou marcada por mais episódios erráticos. Após a "equipa fresca" contra o Inter, o alemão passou a admitir que João Mário e Gonçalo Ramos estavam cansados em Chaves. Mesmo assim, o primeiro a sair foi o 'fresquinho' Neres, Rafa ficou, e depois lançou Tengstedt para a fogueira quando o jogo pedia Musa. Uma derrota com culpas próprias e que acabou de vez com o conforto na corrida ao título.
