Vieira abdica do trono

Adicione como fonte preferencial no Google

A entrevista de Luís Filipe Vieira à CMTV, conduzida por João Ferreira, produz na vida do Benfica o mesmo efeito das devastadoras salvas de lança-foguetes na guerra da Ucrânia. A intervenção do ex-presidente cumpriu com as expectativas no que toca à artilharia, mas acabou por surpreender num tema crucial: quando fechou a porta a um regresso à Luz, assumindo que não voltará a ser presidente "nem que Cristo desça à Terra", mesmo convencido de que os sócios o entronizariam. Renunciou assim à colagem que lhe era feita a uma agenda de retorno ao poder por ser incapaz, no seu íntimo, de abdicar do trono do Benfica do qual foi arrancado menos de um ano após ter sido eleito. Só que a escolha de palavras não tranquilizará os seus detratores, dada a coincidência com o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, em 1996, que afinal culminou com a sua eleição para a liderança do PSD. Vieira foi corrosivo para o seu sucessor, apontou discordâncias profundas, mas quando a poeira assentar será vinculativa a palavra sobre o mandato até outubro de 2025. "Os benfiquistas devem dar espaço a Rui Costa. Ele precisa de ter espaço para consolidar a sua presidência", sublinhou.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade