Vieira deixou o dragão com vida

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O lucro recorde apresentado pelo Benfica foi recebido com grande comoção, mas o facto é que os 104,153 milhões de lucro do primeiro semestre foram uma mera confirmação do que se poderia esperar desde a venda de João Félix ao At. Madrid, ainda em junho de 2019, ou seja, há praticamente nove meses. A saída do jovem craque pelos 120 milhões de euros de valor da cláusula de rescisão, a par da entrada garantida na fase de grupos da Liga dos Campeões, prometia fazer rebentar os já habituais resultados positivos da SAD, que declarou rendimentos totais na ordem dos 244,292 milhões de euros. Não critico o facto de, perante receitas extraordinárias, existir prudência e critério na gestão. Todavia, e tendo em conta que Morato chegou mais tarde e como aposta de futuro, as contratações de De Tomas e Carlos Vinícius (38,467 milhões entre ambos), para uma posição já preenchida por Seferovic, só foram complementadas com o regresso de Chiquinho (5,25 milhões). No fecho de mercado de verão esperava-se um ou dois golpes de asa, mas Vieira foi claro ao colocar o foco no Seixal: "No último dia era uma feira de entradas e saídas de jogadores e não entramos mais nisso."

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