Vieira diz ao que vem

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Luis Filipe Vieira já levantou a ponta do véu sobre o seu plano de ação para os próximos meses. Se dependesse de si, seria contratado um técnico português e não Roger Schmidt; seriam vendidos outros jogadores que não as pérolas da formação; o alemão, ao exemplo de Bruno Lage, deveria abrir as portas do plantel principal a pelo menos meia-dúzia de campeões europeus de sub-19 já na próxima época. Caso o técnico que ainda está no PSV não tenha um arranque forte; se algum jovem promissor como Gonçalo Ramos for vendido; se, dentro da gestão de um plantel que se prevê mais curto, for adiada a aposta nos heróis de Nyon, então Vieira vai poder dizer que lançou o aviso em devido tempo e que defendia melhores soluções. Com o regresso do anterior presidente ao espaço mediático, ficando no ar a promessa implícita de não deixar pedra sobre pedra na entrevista de 9 de maio à CMTV, existe o sério risco de passar a vigorar uma estratégia de confrontação da qual não se percebe como poderão resultar benefícios para o Benfica. Rui Costa já começou a ser visado e a seu tempo vai ter de decidir se responde à letra ou opta por tentar reabrir o diálogo com o ex-líder.

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