Violência sem prevenção

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Os casos acumulam-se e causam preocupação. Em poucas semanas, Lisboa foi palco de atos violentos envolvendo adeptos de clubes estrangeiros, no caso Besiktas, Borussia Dortmund e Dínamo Kiev, em dois deles existindo confrontos com claques de Sporting e Benfica. De permeio, um jogo de andebol em Alvalade onde dez adeptos gregos do AEK Atenas foram agredidos, ficando cinco dos quais feridos e levando o Sporting a emitir um comunicado a verberar os atos violentos. Com isto nem nos vamos referir ao ataque dos No Name Boys à claque do Barcelona, na deslocação à Catalunha, nem às contínuas ameaças aos jornalistas no julgamento de dezenas de elementos daquele grupo encarnado que ouviram Bruno Lage dizer que, por sua causa, "os jogadores do Benfica e as famílias viviam com medo". Não temos dúvidas de que a nossa polícia sabe intervir de forma musculada, mas o segredo reside em evitar os conflitos através de uma prevenção eficaz. Tantas batalhas campais, até no hóquei em patins, provam que algo está a correr mal.

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