Vitória abre hostilidades
O despedimento de Rui Vitória do Benfica não tem a delicadeza do bater de asas de uma borboleta. Pelo contrário, ameaça tornar-se num sismo com múltiplos epicentros. O V. Guimarães emitiu uma declaração de guerra aos encarnados, qualificando como “hostil” qualquer abordagem a Luís Castro, isto com um duplo duelo entre os dois emblemas (nos dias 15 e 18, no D. Afonso Henriques) já no horizonte. Um barril de pólvora com rastilho aceso. Júlio Mendes pisou forte, como os adeptos vitorianos exigem, e avisou ainda o Benfica de que o espera uma queixa por aliciamento se não mudar a agulha para outras paragens. Uma manobra para desviar o voo picado da águia rumo ao rival de Braga de que António Salvador não gostou, dado que o seu projeto de título está sustentado no carisma de Abel Ferreira. O verniz também estalou entre os rivais do Minho e o incêndio ameaça ganhar novas frentes.
