Vitórias pírricas
O caro leitor não vai ficar assim tão surpreendido, mas a verdade é que nem FC Porto nem Benfica vão descer de divisão por qualquer ramificação, cível ou criminal, do caso dos emails. Basta atentar na sentença de Paulo Teixeira para ficarem patentes, de forma chocante, as fragilidades de qualquer das partes no que toca a comprovar pilares básicos de qualquer processo deste tipo como os alegados danos comerciais e de imagem causados, bem como os efeitos negativos no plano desportivo. O processo cível dos emails está concluído em primeira instância e, nessa arena, tanto Benfica como FC Porto procuraram convencer o tribunal de que, pela "conduta ilicita de ambos as suas equipas de futebol teriam tido um rendimento inferior e por isso sofrido maus resultados desportivos". O juiz, face à prova efetuada, discordou e deixou até um remoque: "(...) pelo menos nisto partilham algo: a improcedência da ligação do seu insucesso desportivo à conduta ilícita do concorrente."
