Águia reage em Liverpool

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Pela segunda vez esta temporada, o Benfica passou com distinção um teste "pós-traumático". Antes, no seguimento do desaire com os gregos do AEK, os encarnados chegaram a Paços de Ferreira e, num ápice, resolveram uma partida que se adivinhava complicada. Agora, foi na Liga Europa, diante do Everton, que sararam as feridas com que sairam de Braga.

Sendo certo que a época ainda está numa fase "de aquecimento" e que os duelos decisivos só terão lugar lá mais para a frente, o conjunto de Jorge Jesus vai exibindo sinais de que, com um ou outro tropeção, possui condições para sonhar com feitos relevantes. Mais em Portugal, naturalmente, mas também a nível internacional, pois esta recente Liga Europa conta com várias boas equipas mas, como se tem visto, não engloba ninguém que, à primeira vista, seja incomparavelmente superior aos restantes participantes.

Continuo, contudo, a recordar que - ao invés do que muitos já por aí apregoavam antes da derrota com o Sp. Braga - o Benfica ainda não ganhou nada. Aliás, na Liga Sagres nem sequer é líder, enquanto na Europa também não assegurou já a qualificação para a fase seguinte. Mas, futebolisticamente falando, é fácil constatar que há ali potencial. Desta feita, creio não ser exagero dizê-lo, as águias possuem um dos melhores plantéis dos últimos anos. Será suficiente para assegurar títulos? Ainda é cedo para o afirmar, mas quem, por agora, descartar o Benfica do que quer que seja.... deve andar distraído.

Em Liverpool, Jorge Jesus não cometeu os erros de Braga. Coentrão jogou numa das suas posições lógicas, o lateral esquerdo não foi inventado de um momento para o outro, David Luiz derivou para uma faixa permitindo a entrada de Sidnei para que o sector defensivo fosse mais sólido e, já agora, Keirrisson nem suplente foi... De resto, até a opção de deixar Aimar no banco foi inteligente. O treinador pensou, primeiro, em "matar" o jogo contrário e só na segunda parte - quando se esperava o adiantamento dos ingleses - apostou na criatividade do argentino para, com mais espaço e frescura, levar a equipa à área contrária. A estratégia funcionou na perfeição. Tanto que, antes e depois de Aimar, o Benfica podia ter marcado mais, diante de uma equipa com muitos jogadores de qualidade mas que, em dois jogos, nunca se entendeu com o futebol mais tecnicista, repentino e eficaz dos encarnados.

Mas se esta jornada europeia ajudou a devolver os sorrisos à Luz e ao Dragão (excelente a qualificação na "Champions" logo ao quarto jogo), em Alvalade o clima de desespero é cada vez mais evidente. E nem o virtual apuramento para a ronda seguinte parece suficiente para animar os jogadores, acalmar os adeptos ou segurar Paulo Bento no cargo de treinador.

O Sporting já chegou a um ponto em que, independentemente do resultado (e na Liga Europa são deveras interessantes, com três vitórias e um empate), ninguém consegue ficar indiferente à pobreza do futebol praticado. Nem diante de um vulgaríssimo Ventspils, os leões lograram dar um pontapé na crise. A coisa foi tão triste que o empate acabou por ser um mal menor. Inacreditável é perceber que, mesmo assim, a qualificação vai ser uma realidade.

Paulo Bento, no final da partida, mudou um pouco o seu discurso. E se o bem o entendi, deixou no ar a possibilidade de, mesmo não sendo despedido, poder bater com a porta. Se Bettencourt não tem coragem para acabar com o "Bento forever", que seja o treinador a revelar alguma sensatez e a agir em conformidade com o momento. Mesmo admitindo que não é ele o principal responsável pelo "naufrágio", deve fazer uma análise rigorosa e perceber que tanto para o clube, como para o futuro da sua carreira, o melhor é virar a página.



Sendo certo que a época ainda está numa fase "de aquecimento" e que os duelos decisivos só terão lugar lá mais para a frente, o conjunto de Jorge Jesus vai exibindo sinais de que, com um ou outro tropeção, possui condições para sonhar com feitos relevantes. Mais em Portugal, naturalmente, mas também a nível internacional, pois esta recente Liga Europa conta com várias boas equipas mas, como se tem visto, não engloba ninguém que, à primeira vista, seja incomparavelmente superior aos restantes participantes.
Continuo, contudo, a recordar que - ao invés do que muitos já por aí apregoavam antes da derrota com o Sp. Braga - o Benfica ainda não ganhou nada. Aliás, na Liga Sagres nem sequer é líder, enquanto na Europa também não assegurou já a qualificação para a fase seguinte. Mas, futebolisticamente falando, é fácil constatar que há ali potencial. Desta feita, creio não ser exagero dizê-lo, as águias possuem um dos melhores plantéis dos últimos anos. Será suficiente para assegurar títulos? Ainda é cedo para o afirmar, mas quem, por agora, descartar o Benfica do que quer que seja.... deve andar distraído.
Em Liverpool, Jorge Jesus não cometeu os erros de Braga. Coentrão jogou numa das suas posições lógicas, o lateral esquerdo não foi inventado de um momento para o outro, David Luiz derivou para uma faixa permitindo a entrada de Sidnei para que o sector defensivo fosse mais sólido e, já agora, Keirrisson nem suplente foi... De resto, até a opção de deixar Aimar no banco foi inteligente. O treinador pensou, primeiro, em "matar" o jogo contrário e só na segunda parte - quando se esperava o adiantamento dos ingleses - apostou na criatividade do argentino para, com mais espaço e frescura, levar a equipa à área contrária. A estratégia funcionou na perfeição. Tanto que, antes e depois de Aimar, o Benfica podia ter marcado mais, diante de uma equipa com muitos jogadores de qualidade mas que, em dois jogos, nunca se entendeu com o futebol mais tecnicista, repentino e eficaz dos encarnados.
Mas se esta jornada europeia ajudou a devolver os sorrisos à Luz e ao Dragão (excelente a qualificação na "Champions" logo ao quarto jogo), em Alvalade o clima de desespero é cada vez mais evidente. E nem o virtual apuramento para a ronda seguinte parece suficiente para animar os jogadores, acalmar os adeptos ou segurar Paulo Bento no cargo de treinador.
O Sporting já chegou a um ponto em que, independentemente do resultado (e na Liga Europa são deveras interessantes, com três vitórias e um empate), ninguém consegue ficar indiferente à pobreza do futebol praticado. Nem diante de um vulgaríssimo Ventspils, os leões lograram dar um pontapé na crise. A coisa foi tão triste que o empate acabou por ser um mal menor. Inacreditável é perceber que, mesmo assim, a qualificação vai ser uma realidade.
Paulo Bento, no final da partida, mudou um pouco o seu discurso. E se o bem o entendi, deixou no ar a possibilidade de, mesmo não sendo despedido, poder bater com a porta. Se Bettencourt não tem coragem para acabar com o "Bento forever", que seja o treinador a revelar alguma sensatez e a agir em conformidade com o momento. Mesmo admitindo que não é ele o principal responsável pelo "naufrágio", deve fazer uma análise rigorosa e perceber que tanto para o clube, como para o futuro da sua carreira, o melhor é virar a página.

Sendo certo que a época ainda está numa fase "de aquecimento" e que os duelos decisivos só terão lugar lá mais para a frente, o conjunto de Jorge Jesus vai exibindo sinais de que, com um ou outro tropeção, possui condições para sonhar com feitos relevantes. Mais em Portugal, naturalmente, mas também a nível internacional, pois esta recente Liga Europa conta com várias boas equipas mas, como se tem visto, não engloba ninguém que, à primeira vista, seja incomparavelmente superior aos restantes participantes.

Continuo, contudo, a recordar que - ao invés do que muitos já por aí apregoavam antes da derrota com o Sp. Braga - o Benfica ainda não ganhou nada. Aliás, na Liga Sagres nem sequer é líder, enquanto na Europa também não assegurou já a qualificação para a fase seguinte. Mas, futebolisticamente falando, é fácil constatar que há ali potencial. Desta feita, creio não ser exagero dizê-lo, as águias possuem um dos melhores plantéis dos últimos anos. Será suficiente para assegurar títulos? Ainda é cedo para o afirmar, mas quem, por agora, descartar o Benfica do que quer que seja.... deve andar distraído.

Em Liverpool, Jorge Jesus não cometeu os erros de Braga. Coentrão jogou numa das suas posições lógicas, o lateral esquerdo não foi inventado de um momento para o outro, David Luiz derivou para uma faixa permitindo a entrada de Sidnei para que o sector defensivo fosse mais sólido e, já agora, Keirrisson nem suplente foi... De resto, até a opção de deixar Aimar no banco foi inteligente. O treinador pensou, primeiro, em "matar" o jogo contrário e só na segunda parte - quando se esperava o adiantamento dos ingleses - apostou na criatividade do argentino para, com mais espaço e frescura, levar a equipa à área contrária. A estratégia funcionou na perfeição. Tanto que, antes e depois de Aimar, o Benfica podia ter marcado mais, diante de uma equipa com muitos jogadores de qualidade mas que, em dois jogos, nunca se entendeu com o futebol mais tecnicista, repentino e eficaz dos encarnados.

Mas se esta jornada europeia ajudou a devolver os sorrisos à Luz e ao Dragão (excelente a qualificação na "Champions" logo ao quarto jogo), em Alvalade o clima de desespero é cada vez mais evidente. E nem o virtual apuramento para a ronda seguinte parece suficiente para animar os jogadores, acalmar os adeptos ou segurar Paulo Bento no cargo de treinador.

O Sporting já chegou a um ponto em que, independentemente do resultado (e na Liga Europa são deveras interessantes, com três vitórias e um empate), ninguém consegue ficar indiferente à pobreza do futebol praticado. Nem diante de um vulgaríssimo Ventspils, os leões lograram dar um pontapé na crise. A coisa foi tão triste que o empate acabou por ser um mal menor. Inacreditável é perceber que, mesmo assim, a qualificação vai ser uma realidade.

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