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Bancada de sócios

Em análise está a liderança do Benfica, a época do Sporting e o FC Porto na Champions.

1. A vitória sobre o Belenenses foi suficientemente clara para fazer esquecer a goleada de Dortmund?

2. Bas Dost e Gelson resolveram de forma perfeita as saídas de Slimani e João Mário. O que terá falhado, então, esta época?

3. O FC Porto deve abordar o jogo frente à Juventus de forma arrojada e levar ao limite as possibilidades de virar a eliminatória?



Leonor Pinhão (Benfica)

Facultativo

1. A questão de esquecer Dortmund é facultativa. Quem estará mais interessado em não esquecer o resultado da última quarta-feira na Alemanha será, certamente, quem vive das infelicidades alheias por não ter coisas boas e próprias com que se entreter. Acontece muito e tem de se aceitar, é humano. Os jogadores do Benfica entraram em campo totalmente esquecidos e fizeram um primeiro quarto-de-hora de categoria. O último quarto-de-hora também foi bom. Os outros foram assim-assim.

Euforias

2. Oficialmente, a culpa da infeliz época é do árbitro Jorge Sousa. Não tendo, no entanto, o referido árbitro ombros tão largos que consigam arcar com o insucesso nas Taças de Portugal e da Liga e nas competições europeias, talvez a culpa tenha sido do estado de euforia que se instalou em Alvalade após a derrota tangencial em Madrid. Nem o Las Palmas nem o Villareal, que empataram este ano em Chamartín, nem o Celta de Vigo, que foi lá ganhar, se perderam em euforias semelhantes.

Prolongamento

3. Deve ser arrojado e levar ao limite a discussão. O Porto está num momento muito bom a nível interno e este jogo é a oportunidade de afirmação internacional para uma jovem geração de jogadores. Vão, com certeza, deixar a pele em campo e é isso que se deseja em prol do futebol português. Em prol do Benfica, deseja-se que o Porto tenha sucesso e que obrigue a Juventus e se obrigue a si próprio ao esforço de meia hora suplementar de um prolongamento. Cansem-se, se faz favor.


Rui Calafate (Sporting)

Enganador

1. Dortmund não será esquecido porque era um objetivo chegar aos quartos-de-final da Champions. Foi um desaire. Com o Belenenses o resultado é enganador, os 4 golos não apagam a exibição descolorida. O Benfica está na frente, porém, sem o mesmo ímpeto e espírito do ano passado. Vai ser uma luta muito árdua em campo e vai haver muito jogo de palavras fora de campo na guerra com o Porto.

Penáltis em falta

2. Uma das maiores curiosidades da excelente vitória em Tondela foi a facilidade com que o Sporting obteve a marcação de três grandes penalidades. Ora, uma das coisas que falhou durante a época, foi os árbitros não terem visto e atribuído outras tantas com a mesma facilidade aos comandados de Jesus. Se isso tivesse acontecido, estávamos agora num campeonato a três, taco-a-taco, a disputar a liderança. Efetivamente, faltou isto.

Encantar a Europa

3. Há poucas hipóteses de o FC Porto virar a eliminatória. ‘Remontadas’ históricas já tivemos a nossa dose na semana passada, mas os jogadores devem acreditar sempre no seu talento porque este jogo será uma montra importante e os dragões precisam de realizar encaixe financeiro elevado com vendas. Por isso, julgo que NES, que é pouco arrojado fora de casa, devia apostar na surpresa e tentar com qualidade de jogo encantar a Europa.

Nuno Encarnação (FC Porto)

Rosas e espinhos

1. Foi apenas uma vitória. Uma vitória com rosas e espinhos. Mais um golo em fora-de-jogo e umas quantas tentativas de mergulho. Não havia necessidade. O Benfica ganhou com justiça mas continua sem convencer quem vê os seus jogos. Mas já percebemos que em jogos com grau de dificuldade máxima este Benfica torna-se mínimo. Veremos o que dá a visita à capital do móvel.

Falhou o resto

2. Faltou tudo o resto. Uma equipa nunca é salva apenas por ter um ponta-de-lança eficaz e competente na área. Faltou uma defesa coesa, faltou um meio-campo maduro e que não seja apenas irreverente e criativo. Faltou estrutura, como bem disse Jesus, e faltou cabeça a um presidente. ‘Faltas’ a mais dão sempre ‘punição’. Em qualquer que seja o campo…

Não acabou

3. Não, de todo. Ser arrojado com a Juventus é cometer hara-kiri. O Porto tem de perceber que a eliminatória não está terminada. Pode sempre recordar os 3 golos marcados em Roma no início desta época ou os 3 golos que (Artur e Jardel, por duas vezes) fizeram em São Siro contra o Milan. Não há impossíveis. Tem de haver apenas maturidade (que faltou por exemplo a Alex Telles no jogo de cá), entrega (que sei que vai haver) e espírito de equipa. Se o Porto tiver tudo isto, não precisará de muito mais.

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