O talento e a qualidade profissional não têm tempo. Nem origem. Nem lugar. Não têm qualquer tipo de proveniência definida. Não se compram nem se obtêm por ‘cunhas’ ou qualquer tipo de influências. Não têm ‘extrato social’. Por vezes é difícil e complicado de explicar. Mas existe sempre explicação. Quase sempre resulta de trabalho. Muito trabalho! De caráter. De acreditar. De ter visão. E de uma série de fatores e particularidades que se vão desenvolvendo com o treino, com o jogo, com as experiências e com a ajuda das pessoas que nos rodeiam. E quando assim é, o sucesso é inevitável. Está provado.
É o caso de Leonardo Jardim. Ainda para mais, este é um daqueles casos que merecem mesmo o sucesso. O seu sólido percurso, alicerçado em trabalho e mais trabalho, é pensado e gerido ‘com pinças’, mesmo sabendo que o risco faz parte da profissão. A sua passagem vitoriosa pelo Sporting e os êxitos obtidos, ano após ano, com o Monaco que herdou foram ‘obras de Hércules’. Equipas jovens, com poucos jogadores de topo e vendas sucessivas dos ‘melhores’, foram o ‘pão nosso de cada dia’ deste fantástico treinador. Deste mágico ‘gestor’. Que consegue tornar um projeto de equipa numa máquina ‘trituradora’ de bom e emotivo futebol, sempre com uma ideia de jogo adequada ao jogo e ao objetivo e conseguindo transformar ‘patinhos feios’ em belos e especiais ‘cisnes’ milionários!
Com uma personalidade discreta e sempre com os pés bem assentes no chão, Leonardo Jardim terá mais cedo ou mais tarde ‘as portas do Éden’ abertas de par em par. E aí, vamos ver e exultar com as fantásticas conquistas que irá alcançar. Era o meu treinador para o meu clube em 2013. Falhei, então, esse desígnio. Será apenas uma questão de tempo!