A azia de Quique e Jesualdo

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1 - Ainda não consegui compreender o que terá levado Quique Flores, após mais uma exibição fraquinha (com resultado a condizer) do Benfica, a "rasgar" Reyes e a colocar em causa o profissionalismo de Sidnei, justificando a ausência do brasileiro no Restelo, entre outras coisas, com o comportamento extra-futebol.

Repito que não faço ideia do que terá provocado estas reprimendas mas, como não acredito em acasos nem considero que o treinador espanhol seja parvo, isto só pode querer dizer que algo de grave se passou. Em relação a Sidnei não restam dúvidas. Ao falar de comportamentos extra-futebol, Quique "diz-nos" que o central terá "pisado a linha"... fora do campo.

Já Reyes foi mais atacado pela falta de rendimento. Aceito que, ultimamente, o extremo não tem estado brilhante mas, sejamos realistas, se este merece ser repreendido publicamente, creio que Quique podia e devia ter começado (acabado ou passado) por outros artistas. Ou será que o treinador considera, por exemplo, que Di María está a fazer uma grande temporada? Não tem tido o argentino mais publicidade do que desempenhos de qualidade? E Aimar? Tem encantado assim tanto, ao ponto de ser incapaz de marcar um golito? Se Quiquer quiser, a lista é bem extensa...

Mas, se não aprovo a conduta do técnico, reconheço-lhe a capacidade para, num ápice, retirar da agenda desportiva um tema óbvio: a incapacidade do Benfica em praticar um futebol vistoso, consistente e eficiente. Mais uma vez, chamada a defender a liderança da Liga, a equipa pouco jogou. Esforçou-se, é certo, mas tirando um ou outro apontamento de qualidade... foi vulgar, razão pela qual não marcou, não venceu e voltou a oferecer o comando do Campeonato.

2 - O FC Porto, futebolisticamente falando, está mais forte que os seus adversários de sempre. Falta-lhe ainda a regularidade de outros tempos, mas parece indiscutível que, por norma, se vê mais futebol nos jogos dos azuis e branco em comparação com o que se observa nos encontros de águias e leões.

Em Braga, depois dos deslizes alheios, os portistas souberam sofrer, mas também como conquistar o triunfo que lhes valeu a liderança isolada na Liga. E se é certo que possuem apenas 1 ponto de avanço, convém ter em conta que já jogaram na Luz, em Alvalade e em Braga...

Mas, mesmo num dia feliz, Jesualdo Ferreira fez questão de "borrar a pintura". A forma absurda como reagiu a uma questão colocada no "flash interview" não lhe ficou nada bem. Se não teve qualquer problema em comentar, no Porto, o que se passou no último Sp. Braga-Benfica, qual é o problema de falar sobre os eventuais erros de arbitragem registados na noite de sábado no Estádio Axa?

Como tantas vezes já dissemos, os grandes continuam a gostar muito de lançar farpas aos rivais e de "chorar" sempre que há razões concretas para se queixarem dos homens do apito. Quando são ajudados, nem que sejam involuntariamente ou em lances de difícil ajuizamento, preferem ficar calados ou, em alternativa, falar com maus modos. O costume...

PS - O Sporting, tal como o Benfica, não se dá bem a jogar com a pressão adicional de poder ascender (ou manter) ao topo da classificação. O empate na Choupana acabou por ser um mal menor num jogo em que Rui Patrício começou por facilitar para depois brilhar (ao defender o penálti terá garantido o ponto dos leões). De resto, cada vez estou mais seguro que durante o "exílio" de Vukcevic o grande prejudicado foi... o Sporting.

PS 1 - Jorge Jesus lamentou, mal terminou o Sp. Braga-FC Porto, a validação do irregular golo de Rodríguez. Resta saber se, desta vez, também virá a restante "entourage" bracarense atacar a arbitragem e disparar em todas as frentes. Tenho as minhas dúvidas, mas posso enganar-me. Vamos esperar...

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