A bonita história dos Palancas
Chegar ao Mundial da Alemanha já foi um feito sensacional para um país como Angola, nada habituado a marcar presença nos grandes eventos futebolísticos. Aliás, tal como muitos outros vizinhos, Angola ainda está aprender a viver sem guerra, direccionando verbas, apoios e atenção para assuntos bem mais urgentes que o desporto em geral ou o futebol em particular.
No entanto, a rapaziada comandada por Oliveira Gonçalves avisou, logo de entrada, que não pretendia ser o "bombo da festa". E, até à data, não tem envergonhado ninguém. Bem pelo contrário. Que o diga o México, "cabeça de série" do Grupo D, que não conseguiu melhor que um nulo em Hanover. Antes, até Portugal teve de sofrer para segurar um triunfo que começou a ser construído muito cedo, mas que só se cimentou aquando do último apito do árbitro.
Não sei se os africanos vão lograr o apuramento para os oitavos-de-final. Por muito que Portugal ajude, a tarefa de Angola não vai ser nada fácil. Mas, sinceramente, para estreia num Mundial já não se pode exigir mais.
As notícias que nos chegam de Angola falam de um país em festa. Compreendo essa alegria. E penso que todos os portugueses estão igualmente felizes com o desempenho de uma nação que, claro está, não é apenas mais uma.
Como seria sensacional ver Portugal e Angola seguir em frente. Vamos acreditar que pode acontecer...
