A crise no reino do leão

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Pode falar-se de azar, de decisões arbitrais erradas, de lesões ou invocar outros motivos mas a frieza dos números ultrapassa todas essas leituras. Em 7 jornadas o Sporting perdeu 10 pontos. Descontando o jogo no Dragão (em clássicos tudo pode acontecer), a equipa de Paulo Bento perdeu pontos inexplicáveis, falhou onde não podia.

Paulo Bento disse antes do castigo de 12 dias, que até essa altura só o resultado (1-2) frente ao Braga, logo na 2.ª jornada, era anormal. Na realidade, os leões tinham obrigação de ganhar aos bracarenses, mas mais que isso, o que se esperava de um candidato ao título é que fosse mais forte, mostrasse uma outra mentalidade, fosse mais competente nos jogos que se seguiram.

Desde 92/93 que o Sporting não tem um arranque tão mau. Os números não enganam. FC Porto e Benfica têm plantéis mais equilibrados e melhores individualidades, fizeram investimentos. O Sporting seguiu a linha que já era conhecida. E se em termos económicos se compreende o rigor; nas escolhas feitas, dentro dessa política, não. Os reforços não fazem a diferença, não tornaram a equipa mais forte do que o ano passado, não a aproximaram dos rivais.  E ainda há mais um dado a acrescentar: as dificuldades sentidas por Paulo Bento em tirar o melhor rendimento dos jogadores que tem ao seu dispor.

Com a equipa em crise, Bettencourt aposta da descredibilização da estratégia do adversário, criticando o Fundo de Investimento do Benfica. Pode ter toda a razão mas no que o Sporting se tem que distinguir verdadeiramente dos rivais é na competência dentro de campo e essa não tem sido vista por quem tem acompanhado a equipa.

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