A estranha amizade

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Quando se fala de sistema o primeiro nome que vem à cabeça é o de Dias da Cunha, que enquanto dirigiu o Sporting não se cansou de dizer que era urgente dar uma vassourada nas estruturas dirigentes do futebol nacional. A luta que travou, acabou por não ter os resultados que desejava, saindo mesmo de em Alvalade sem honra nem glória, mas nada há que o impeça de ir a tempo de o fazer.

Não me parece descabida a hipótese do seu nome reunir apoios para que avance com uma candidatura, ainda que estes possam não passar por Soares Franco, que não deixa esquecer que entre os dois há diferenças irreconciliáveis desde meados de Fevereiro quando Dias da Cunha se demarcou do seu projecto.

Luís Filipe Vieira tem todo o direito de manifestar apoio a quem quiser, sem precisar de pedir licença primeiro. E o que disse ontem até não é novo. Já tinha feito vários elogios a Dias da Cunha, nomeadamente ainda enquanto presidente do Sporting, e defende que é preciso pugnar pela imparcialidade de quem manda no futebol nacional. Nesse contexto, percebe-se que veja com bons olhos na presidência da Liga uma pessoa que defende os mesmos valores e não tenha compromissos com qualquer clube. Pode ser Dias da Cunha ou não.

Soares Franco inquietou-se com estranha amizade e, até pode não ter sido essa a intenção, mas o que deixou transparecer nos argumentos que utilizou para criticar Vieira é se trata de uma questão pessoal. E não é isso que deve estar em causa...

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