A gestão de Ronaldo

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Com um técnico que lhe dá o centro do campo mas o tirou do centro da equipa, Ronaldo anda apagado. De quando em vez tem um fogacho do supercraque que ainda é. Agora estreou um documentário onde se ilustra a vida deste sobredotado que a portuguesíssima ilha da Madeira viu nascer. Ronaldo está no princípio do fim da sua carreira. Portugal tem de ir preparando seleções para o pós-Ronaldo. Mas o dia em que entraremos em campo sem um dos melhores jogadores mundiais de sempre ainda vem longe. O Europeu de França pode ser a prova dos nove para Cristiano, que nunca brilhou devidamente em fases finais com as cores do seu País.

Esta apagamento madrileno de Ronaldo pode ser prenúncio de um épico final de época. Admitindo que o jogador, às portas do trigésimo primeiro aniversário, está a gerir o esforço, Fernando Santos poderá ser bafejado pela sorte de um Ronaldo mais folgado do que é habitual no momento das decisões nacionais. Zangado com Madrid e em busca do último grande contrato da carreira, França será o palco certo para o esplendoroso canto de um dos mais elegantes cisnes que o futebol viu no seu primeiro século de grandes competições. A França tem no PSG o seu maior clube da atualidade. O gigante de Paris é dos únicos clubes europeus capazes de perder a cabeça e a carteira por um jogador balzaquiano.

Quanto mais poupadinho for Ronaldo nos sprints de Madrid, maiores serão as hipóteses portuguesas num Europeu que jogará com ambiente caseiro, com milhares de almas, em cada jogo, a hastear o nosso hino pelos céus.

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