A jogada celestial no país tropical

A jogada celestial no país tropical
A jogada celestial no país tropical

O futebol é uma das maiores inspirações da música brasileira, algo patente na forma extasiante como os seus grandes compositores metamorfoseiam os grandes ídolos em musas. O mui profícuo Jorge Ben Jor imortalizou o mediano e desarticulado Fio em Maravilha, depois de ter saído do banco do Flamengo para entrar na história da música brasileira ao marcar o golo do triunfo num particular diante do Benfica. A globalização, que nos permite acompanhar qualquer jogo à distância de um clique, retirou um pouco a magia da descoberta de novos valores neste tipo de prova. Contudo, haverá vários jogadores que, à semelhança de Fio, procurarão assinar momentos magistrais que lhes abonem uma transferência para outro patamar competitivo ou, quem sabe, a eternidade na história dos Mundiais. Além dos destacados, há uma série de talentos sub-23, como Neymar, Óscar, James, Shaqiri, Xhaka, Varane, Pogba, Moses, Wilshere, Koke, Schürrle, Götze, Courtois ou Hazard, que pela sua afirmação em campeonatos de topo já estão distantes do patamar de revelações, mesmo que para a maior parte seja a estreia num Mundial, e procuram encurtar distâncias em relação aos futebolistas terrenos de topo e aos extraterrestres Cristiano Ronaldo e Messi. A história destas competições prova que, muitas vezes, o papel de protagonista acaba por ser entregue a artistas aparentemente secundários. Müller, provavelmente o jogador mais subvalorizado do futebol mundial, Di María, Hulk, Balotelli, Cassano, Rakitic, Bacca, Stuani, Lallana, Sturridge, Valbuena, Pjanic, Kroos ou Nani encaixam no perfil de quem pode rubricar a jogada celestial capaz de sacudir a torcida.

O OLHEIRO RECOMENDA

Grupo A

Raúl Jiménez (México)

América – 23 anos – Avançado

Robusto fisicamente (1,90 m/77 Kg) sem perder agilidade, Rulo Jiménez espreita um lugar no onze titular. Avançado que gosta de partir de espaços exteriores em direção à área, possui um remate forte com ambos os pés – o direito é o que melhor define – e procura a baliza de dentro ou fora da área, para além de se revelar perigoso no jogo aéreo, oportuno e acutilante a ganhar posição.

Grupo B

Jordi Clasie (Holanda)

Feyenoord – 22 anos – Médio-centro; médio-defensivo

A ausência de Strootman garante-lhe um papel nuclear no meio-campo holandês. A estampa física (1,69/69) esconde um pitbull agressivo e intenso, hábil no desarme e na antecipação. Arguto a ler o jogo e eficaz no passe, é crucial no lançamento de ações ofensivas. Aparece em zona de finalização – é destro, mas sabe usar o pé esquerdo – e é um bom executante de bolas paradas laterais.

Grupo C

Yochiro Kakitani (Japão)

Cerezo Osaka – 24 anos – Avançado; extremo

Unidade móvel entre o meio-campo ofensivo e o ataque, o samurai de Osaka poderá ser a opção para (falsa) referência ofensiva. Elétrico, veloz, ágil e virtuoso tecnicamente, cria desequilíbrios no drible e revela grande astúcia no contragolpe. Bom finalizador – o pé direito é o que melhor define –, junta predicados no jogo aéreo e nas assistências através de passes ou cruzamentos.

Grupo D

Keylor Navas (Costa Rica)

Levante – 27 anos – Guarda-redes

Guardião com mais intervenções e defesas completas em La Liga, está preparado para ser bombardeado na Copa. Reflexos, elasticidade e agilidade impressionantes, além de uma admirável capacidade de reação que o torna fortíssimo em duplas defesas e no um para um. Especialista a parar penáltis, é razoável nas saídas aéreas e competente a lançar contragolpes através de lançamentos manuais.

Grupo E

Antoine Griezmann (França)

Real Sociedad – 23 anos – Extremo

A ausência de Ribéry poderá catapultá-lo para o papel de protagonista, apesar da inexperiência nestes palcos. Extremo vertical e desequilibrador, conjuga velocidade, aceleração, mobilidade com qualidade no drible, agilidade e agressividade no um para um. Importante no capítulo das assistências para situações de finalização, revela dotes de finalizador com os dois pés e, até, de cabeça.

Grupo F

Reza Ghoochannejhad (Irão)

Charlton Athletic – 26 anos – Avançado

Internacional holandês nos escalões de base, Gucci aceitou o convite de Carlos Queiroz para representar o Irão e correspondeu com golos: 10 em 14 jogos. Avançado muito móvel, rápido e ágil, talhado para explorar contragolpes, gosta de se envolver no jogo coletivo e consegue criar desequilíbrios. Astuto a desmarcar-se e muito oportuno, exibe facilidade no remate com ambos os pés.

Grupo G

Julian Draxler (Alemanha)

Schalke 04 – 20 anos – Médio-ala; médio-ofensivo

A lesão de Reus não altera a sua condição de suplente, mas abre perspetivas de maior utilização. Médio-ala esquerdo, também capaz de atuar ao centro ou à direita, forte a assumir ações de condução e desequilíbrio, conjuga mobilidade, velocidade, aceleração e agilidade a qualidade técnica e poder de drible. Perspicaz no capítulo das assistências, exibe facilidade no remate com os dois pés.

Grupo H

Son Heung-Min

(Coreia do Sul)

Bayer Leverkusen – 21 anos – Extremo; avançado

Protagonista de um ótimo exercício na Bundesliga, as aspirações coreanas em chegar à segunda fase passam pelo seu talento. Extremo ou falso avançado fortíssimo a explorar contra-ataques, conjuga mobilidade, velocidade e aceleração a bons argumentos no drible, agilidade e agressividade. Com sentido de baliza e capaz de rematar com os dois pés, tem registado progressos no último passe.

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