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21 setembro 2015 - 01:50

A lei de Maxi

É óbvio que Maxi veria mais cartões num clube pequeno...

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Quando era jogador do Benfica, Maxi Pereira era um dos mais odiados pelos adeptos portistas e sportinguistas. A razão? A forma muito peculiar do uruguaio se entregar ao jogo, na altura adorada pelos encarnados, mas que os rivais viam muitas vezes como à margem das leis. Ontem o caso conheceu mais um episódio, em que apenas mudaram as cores. De Vitória ao adepto mais anónimo, todos consideram que o lateral devia ter sido expulso. Já os portistas, obviamente, o que vêm nele é a raça que tem faltado tantas vezes no Dragão.

Fica por apurar, uma vez mais, como é que Maxi conseguiu terminar o clássico. Saltou à vista de todos os que conseguiram ver o jogo de forma menos apaixonada que a expulsão devia ter sido realidade. Mas só ontem? Não, muito mais vezes. Então Maxi é um jogador que consegue escapar muitas vezes às malhas da lei?Sim. E mesmo tendo dificuldades em saber todos os porquês, uma razão salta à vista. Em Portugal os grandes são os clubes mais protegidos pelas arbitragens e os jogadores sul-americanos, aqueles de sangue na guelra, como é o caso do uruguaio, escapam muitas vezes a cartões que em clubes menos importantes veriam com muito mais facilidade. Depois acaba por se criar um hábito e é nos jogos entre os grandes que este estatuto dá mais nas vistas.

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Maxi Pereira não é o primeiro jogador a conquistar este ‘status’ no futebol português. E dificilmente será o último. Os grandes queixam-se muito. Às vezes é difícil saber porquê.

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