A mais valia
O assédio do Liverpool a Simão volta à ordem do dia e a discussão sobre os benefícios ou malefícios de uma eventual saída do capitão promete ser acesa até Janeiro. Saia ou não, a verdade é que o extremo-esquerdo constitui um fiel exemplo do que é uma mais-valia.
O Benfica adquiriu o passe do jogador ao Barcelona, há quatro anos e meio, por 12 milhões de euros. Depois de tirar partido dele em termos desportivos, equaciona negociá-lo agora por 18 milhões, o que daria um lucro de 33 por cento.
É caso para dizer que a lesão contraída no Portugal-Finlândia, de preparação para o Mundial 2002, foi bem-vinda para as bandas da Luz. O negócio com o campeão europeu, a consumar-se, renderá ao Benfica tanto como o valor acordado, na altura, por Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira com o Atlético Madrid. De então para cá, Simão foi determinante na conquista de um campeonato e de uma Taça de Portugal e assinou dezenas de lances de rara magia que fizeram as delícias dos adeptos.
