A novela Aimar

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Já não há paciência para a última novela que estreou em Portugal: o vem e não vem de Pablo Aimar. Os avanços e recuos sudecem-se a um ritmo alucinante e perante tanta confusão duvido que alguém (inclusive o próprio) arrisque vaticinar o final da estória que, ao contrário das novelas típicas, corre em simultâneo em todas as televisões, rádios e jornais cá do burgo.

O Benfica, ao que consta, foi o primeiro clube a "namorar" o argentino, mas depois seguiram-se vários emblemas, com ingleses e gregos - pelo menos, pois existem rumores de outros candidatos - a oficializarem o interesse. Tudo regular.

Não existe nada que impeça qualquer colectividade de tentar a aquisição de um jogador que, previsivelmente, será um reforço a sério. Bem pelo contrário. Negociar com o detentor do passe é o comportamento normal e correcto nesta situações, embora pelo menos Joseph Blatter e os dirigentes do Real Madrid tenham outro entendimento sobre a matéria. Adiante...

Ainda por cima, sabendo-se que o Saragoça desceu de divisão em Espanha, estava na cara que "meio mundo" iria atacar o internacional argentino. Assim sendo, Rui Costa esteve bem ao colocar-se em campo quanto antes.

Mas, se as águias foram lestas a iniciar o "jogo", dá ideia de terem perdido "gás" com o passar dos dias (já semanas). E acreditando nas notícias que toda a imprensa lusa tem divulgado, o "namoro" ficou atravessado por cerca de 1 milhão de euros, ao que parece porque ninguém (vendedor e comprador) quer pagar a comissão do empresário, um argentino que, na sua terra, é investigado por alegadamente forjar passaportes para alguns dos seus clientes...

Vamos partir do pressuposto que é mesmo assim. Que o Benfica só não tem já Aimar por causa de 1 milhão. Nos tempos que correm, é mesmo muito dinheiro, mas se director-desportivo e treinador estão tão convictos que Aimar pode ser peça fulcral no esquema da equipa, não seria inteligente desviar mais essa verba e recrutar o argentino sem mais demoras?

Não faço ideia do esforço financeiro que o clube da Luz tem de fazer para, mais uma vez, aguentar uma época sem Liga dos Campeões. Nem tão-pouco sei quantos mais jogadores têm de ser contratados, embora Quique Flores tenha assumido que precisa de, pelo menos, mais três, um deles o "10". Mas, não seria útil resolver, quanto antes, a questão de Aimar nem que para isso fosse necessário abdicar, por exemplo, de um tal Codina, o terceiro-guarda redes do Real Madrid?

Aliás, nessa conversa dos guarda-redes, ainda gostava de saber o porquê dos encarnados pretenderem mais um. Depois da época que fez, Quim não oferece garantias? Moreira, devidamente recuperado, não é uma boa alternativa? O terceiro posto, numa equipa que não navega em dinheiro, não pode ser ocupado por um qualquer ex-júnior? Ok, aceito que se levantem dúvidas em relação à futura capacidade física de Moreira, depois de tantas lesões. Mas, se é esse o problema, Moretto não tem contrato? E ao que consta um óptimo contrato...

Nunca percebi os clubes que tendo pouco dinheiro conseguem comprar "charutos" e deixam escapar valores seguros. E a história diz-nos que os jogadores caros não são os que fazem a diferença, mas sim os "refrescos" que, ganhando muito ou pouco, nada justificam.

PS - Ronaldo continua a ser notícia. Porque vai estar 3 meses "de molho", porque Ferguson não o quer ver nem pintado, porque a imprensa duvida da viabilidade da relação com a "discreta" Nereida e porque os adeptos do United já começaram a dar sinais de estar fartos das suas últimas atitudes. Havia necessidade?

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