A primeira vez da Espanha
Contudo, a exemplo do que sucedeu nos "oitavos", nos "quartos" e nas "meias", os pupilos de Vicente del Bosque tiveram de sofrer até ao fim (desta feita foram 120 minutos), ganhando apenas por 1-0. Valeu a solidez defensiva, os bons reflexos de Casillas nas situações mais complicadas, o instinto matador quando já pouco (ou nenhum) tempo restava à Holanda para tentar restabelecer o empate e, claro, a estrelinha da sorte. A Espanha, sem pretender beliscar o seu mérito, foi bastante feliz neste primeiro mundial africano. A falta de sorte (ou azar) resumiu-se ao embate inaugural com a Suíça, onde perder foi um castigo tremendo para o domínio que exerceu. Depois, sempre que foi preciso os deuses (e não só... pois convém ter presente o golo irregular com Portugal e o tento mal anulado ao Paraguai) ajudaram a completar o excelente trabalho efectuado por todo um conjunto, mas onde é obrigatório destacar Xavi, Iniesta, Villa, Puyol e Casillas.
Depois do título europeu... o mundial. A Espanha, que nunca tinha passado dos quartos-de-final, sai da África do Sul com o mais desejado troféu do futebol internacional no bolso. Um êxito que assenta bem a uma equipa que, para além de gostar de ter a bola em seu poder, sabe tratá-la em condições.
Contudo, a exemplo do que sucedeu nos "oitavos", nos "quartos" e nas "meias", os pupilos de Vicente del Bosque tiveram de sofrer até ao fim (desta feita foram 120 minutos), ganhando apenas por 1-0. Valeu a solidez defensiva, os bons reflexos de Casillas nas situações mais complicadas, o instinto matador quando já pouco (ou nenhum) tempo restava à Holanda para tentar restabelecer o empate e, claro, a estrelinha da sorte.
A Espanha, sem pretender beliscar o seu mérito, foi bastante feliz neste primeiro mundial africano. A falta de sorte (ou azar) resumiu-se ao embate inaugural com a Suíça, onde perder foi um castigo tremendo para o domínio que exerceu. Depois, sempre que foi preciso os deuses (e não só... pois convém ter presente o golo irregular com Portugal e o tento mal anulado ao Paraguai) ajudaram a completar o excelente trabalho efectuado por todo um conjunto, mas onde é obrigatório destacar Xavi, Iniesta, Villa, Puyol e Casillas.
Contudo, a exemplo do que sucedeu nos "oitavos", nos "quartos" e nas "meias", os pupilos de Vicente del Bosque tiveram de sofrer até ao fim (desta feita foram 120 minutos), ganhando apenas por 1-0. Valeu a solidez defensiva, os bons reflexos de Casillas nas situações mais complicadas, o instinto matador quando já pouco (ou nenhum) tempo restava à Holanda para tentar restabelecer o empate e, claro, a estrelinha da sorte.
Quanto à partida, foi um jogo interessante, emotivo e onde só terão faltado mais golos. De resto, as duas equipas respeitaram-se e tentaram ser felizes, apostando nas suas armas preferenciais. A Holanda, contudo, talvez tenha sido mais calculista que o devido. É evidente que não se pode jogar deliberadamente ao ataque contra uma equipa tão dotada quanto a Espanha, mas também não convém exagerar e, a espaços, pareceu que as "laranjas" estavam demasiado retraídas. Ainda assim, a história poderia ter sido outra (e jogo ainda mais animado), caso Robben não tivesse falhado uma oportunidade soberana quando surgiu completamente isolado perante o guardião contrário. Quem desperdiça uma chance tão evidente acaba, quase sempre, por sofrer as consequências. E foi isso que sucedeu com a Holanda que, depois dos desaires em 1974 (face à Alemanha) e 78 (Argentina), voltou a baquear numa final. PS - Nunca uma equipa tinha sido campeã do Mundo a marcar tão poucos golos (8). O mínimo, desde que em 1954 passou a ser necessário jogar 6-7 jogos, estava em 11 remates certeiros (Inglaterra em 1996 e Brasil em 1994). De resto, também jamais se tinha visto uma final com 15 (!) cartões, mesmo com um juiz inglês a arbitrar. O máximo anterior estava em... 6 (em 1986). Enfim, só mais umas achegas para reforçar a ideia que transmiti desde os primeiros dias da competição: este Mundial não foi famoso. Se Portugal tivesse acabado no lugar dos vizinhos espanhóis até seria capaz de ignorar o futebol pouco ofensivo, os escassos golos (média de 2,26 por partida, a segunda mais baixa de sempre atrás do Itália'90), a filosofia demasiado cautelosa da maioria das equipas, etc, etc. Como não foi... resta acreditar que em 2014, no Brasil, seja melhor.
Quem desperdiça uma chance tão evidente acaba, quase sempre, por sofrer as consequências. E foi isso que sucedeu com a Holanda que, depois dos desaires em 1974 (face à Alemanha) e 78 (Argentina), voltou a baquear numa final.
PS - Nunca uma equipa tinha sido campeã do Mundo a marcar tão poucos golos (8). O mínimo, desde que em 1954 passou a ser necessário jogar 6-7 jogos, estava em 11 remates certeiros (Inglaterra em 1996 e Brasil em 1994). De resto, também jamais se tinha visto uma final com 15 (!) cartões, mesmo com um juiz inglês a arbitrar. O máximo anterior estava em... 6 (em 1986). Enfim, só mais umas achegas para reforçar a ideia que transmiti desde os primeiros dias da competição: este Mundial não foi famoso. Se Portugal tivesse acabado no lugar dos vizinhos espanhóis até seria capaz de ignorar o futebol pouco ofensivo, os escassos golos (média de 2,26 por partida, a segunda mais baixa de sempre atrás do Itália'90), a filosofia demasiado cautelosa da maioria das equipas, etc, etc. Como não foi... resta acreditar que em 2014, no Brasil, seja melhor.
Quem desperdiça uma chance tão evidente acaba, quase sempre, por sofrer as consequências. E foi isso que sucedeu com a Holanda que, depois dos desaires em 1974 (face à Alemanha) e 78 (Argentina), voltou a baquear numa final.
