A vitória da paciência
Chegou a ser aborrecido mas foi devido ao jogo de paciência delineado por Paulo Bento que o Sporting saiu do Jamor com mais uma Taça de Portugal, a 15.ª da sua história. Festejou com toda a justiça.
O Sporting teve um percurso mais difícil do que o FC Porto até à final e no jogo decisivo foi superior. Ganhou com muito mérito. Anulou a estratégia dos dragões, obrigando-os a ter o que colide com o seu futebol: a paciência. Com esta estratégia, o treinador leonino esgotou física e anímicamente o adversário para dar o golpe final.
O árbitro errou mas para os dois lados. Se o 1-0 nasceu num lance em que não foi assinalada falta sobre Lisandro também não deveria ter sido anulado o golo a Romagnoli. Não foi por causa de Olegário, que o FC Porto não conseguiu a dobradinha.
A Taça é um prémio para Paulo Bento e Soares Franco, que nem mesmo em momentos de particular dificuldade (houve vários ao longo da época) vacilaram um milímetro no que acreditavam ser o correcto.
A conquista de ontem só será, contudo, verdadeiramente importante se servir como ponto de partida.
