Acabou a equipa do "quase"
A vitória do Sporting no Jamor tem uma leitura muito para além da simples conquista de um título que, para um clube com a dimensão do de Alvalade, já tardava demasiado. Paulo Bento fez questão de lembrar que é apenas um princípio, pelo que, segundo o técnico, há motivos para contentamento mas não para euforia.
Compreende-se a festa naturalmente porque o Sporting fez uma excelente época. Superou as expectativas (no título lutou até ao fim) com uma equipa de jovens (tantos talentos da Academia). Foram estes miúdos que fizeram com que esta deixasse de ser a "equipa do quase".
Ainda não há muito tempo, o Sporting esteve prestes a ganhar (a Liga e a UEFA, por exemplo) mas os desaires quando não podia falhar fez com que ficasse o estigma sobre os leões.
Também por isso estes jovens - Moutinho, Nani, Miguel Veloso, Djaló - têm motivo para estarem eufóricos. A partir daqui, a história poderá ser outra.
Não vale a pena lembrar todos os nomes mas é preciso não esquecer Liedson - preponderante de novo - e ... Paulo Bento.
É ao técnico leonino que se deve atribuir o grande mérito. Desde o início que ganhou grande empatia com os adeptos mas isso não é fruto do acaso. Deve-se ao rigor, à competência, à crença e ao trabalho. Mas o técnico não descansa e a nova época é já amanhã.
