Adrien e André

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Adrien e André
Adrien e André

O Sporting continua sem encontrar a estabilidade necessária aos bons resultados em grupos formados para a alta competição. Depois de mais um empate para o campeonato, na TV já se fazem perguntas sobre o futuro de Sá Pinto com chamadas de valor acrescentado. Mas afinal o que se passa no Sporting? O mesmo fado constante há anos. A equipa não engrena no caminho dos golos, depois o fatalismo faz o resto. Quando os jogadores não conseguem encontrar um querer coletivo para asfixiar o adversário até a vitória ser inequívoca, o azar bate livres diretos, cabeceia de cima para baixo, mete golos na própria baliza se necessário for.

Sá Pinto tem um plantel muito valioso – caro de mais até, para a saúde financeira do clube – mas curto. Abundam até em excesso os flanqueadores e faltam desafios à titularidade de Wolfswinkel.

A Sá Pinto só é atribuível um equívoco, sendo que este “só” merece todas as aspas: continuar a insistir na colocação de Adrien numa posição que o obriga a mostrar os seus defeitos – mau jogo de costas para a baliza adversária e deficiente visão periférica –, em lugar de puxar o lustro às suas enormes virtudes – agressividade com poder de choque, boa visão de jogo quando de frente para os adversários, jogador capaz de fazer todo o terreno de área a área –, e assim condenar a inteligência e técnica brilhantes de André Martins ao frio do banco.

Adrien e André Martins são absolutamente complementares. Não aproveitar estas duas grandes esperanças do futebol português no mesmo onze é uma pena e um desperdício para as futuras seleções nacionais.

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