Afinal... há poucas Esperanças
Depois do empate com a Bélgica... a derrota com a Holanda. Por outras palavras, quando resta apenas defrontar Israel, Portugal corre sérios riscos de não conseguir a qualificação para as meias-finais do Europeu Sub-21, assim como para os Jogos Olímpicos. Como qualquer português que torce pelo sucesso das nossas representações – e sabendo que qualidade não falta aos jovens lusos – sinto-me desiludido.
Admito que a sorte não tem estado do lado português; que o árbitro do embate com a equipa da casa tudo fez para ajudar os holandeses a somar os 3 pontos e que o valor dos adversários é bem mais elevado que o esperado. Mas, convenhamos, talvez seja culpa própria o facto de Portugal apenas ter somado 1 ponto em 6 e de somente ter conseguido marcar um golo (de bola parada) em 180 minutos.
Tal como assumi em relação a Scolari aquando dos embates referentes ao apuramento para o Euro’08, faço questão de vincar que sou contra o discurso “pró-empate”, mesmo sabendo que nos seniores bastaria ganhar os jogos caseiros e empatar sempre fora para marcar presença na fase final. Mas, sinceramente, alguém pode ficar satisfeito por ver uma das melhores equipas do Mundo empatar com arménios, azeris, finlandeses e afins?
Couceiro, antes da partida inaugural com a Bélgica, fez questão de salientar que a igualdade podia não ser um mau resultado. Podia, podia. Mas isso foi antes da bola começar a rolar. Agora, após o desaire com os anfitriões e a conjugação dos restantes resultados, acredito que o seleccionador mudou de opinião. O problema é que já não se pode fazer nada a esse tal empate.
Portugal, hoje em dia, tem de encarar todos os compromissos futebolísticos, ao nível de selecções masculinas, com um único objectivo: ganhar. É evidente que não vamos derrotar todos os opositores que nos surgirem pela frente e que, caso não se vença, empatar é bem melhor que perder. Mas, reafirmo, sempre que o discurso dos responsáveis for cinzento... aumentam as probabilidades de o resultado não ser colorido.
Mas, se a abordagem teórica aos jogos não me agradou, confesso que também não subscrevo algumas opções tácticas. João Pereira podia e devia ter sido titular nos dois jogos; Antunes tem de ser primeira opção em relação a José Gonçalves; um meio-campo com Moutinho, Manuel Fernandes, Veloso e Ruben Amorim junta quatro bons futebolistas mas com características muito idênticas; Hugo Almeida não pode estar tão desapoiado na frente de ataque e Varela, tendo em conta a agitação que causou com a Bélgica, merecia mais tempo com a Holanda.
Bom, tudo isso, agora, é subjectivo. O que interessa é que as esperanças de seguir em frente não são muitas. Mas, por poucas que sejam, Portugal tem de ter outra atitude com Israel. Assumir o jogo de entrada é a única solução. Independentemente dos holandeses nos ajudarem (já estão apurados e devem utilizar as reservas com a uma Bélgica sem dois dos melhores jogadores), cabe à equipa de Couceiro fazer o “mínimo”: derrotar uma equipa inexperiente a este nível; sem jogadores de nomeada e já ciente do respectivo afastamento das meias-finais. Depois, logo se vê se chega...
