AG em dois sentidos
A Assembleia Geral do Sporting, que esteve em vias de o ser mas não foi, suscitou dois sentimentos que importa realçar.
Por um lado, foi um exemplo de um sportinguismo a toda a prova, como há muito não se via. A enorme afluência a um acto tão determinante revelou que os sócios leoninos não deixam para mãos alheias a participação no futuro do clube. O que se passou, ontem à noite na antiga FIL, fez lembrar as antigas Assembleias Gerais, que tinham tanto de imprevisível como de apaixonante. E isto é bom para o Sporting.
Mas por outro, revelou que houve algum amadorismo na preparação da mesma, o que é difícil de perceber se tivermos em conta que eram muitos os indícios que os sócios do Sporting se queriam fazer ouvir. A troca de acusações entre candidados e ex-candidatos a presidente e entre ex-líderes teve impacto no universo leonino, que, nesta altura, sente que mais do que os resultados da equipa de futebol, há medidas que podem hipotecar o futuro do Sporting de uma forma irreversível.
O que importa agora fazer é marcar a AG o mais rápido possível e para um local que permita a participação não de 3.000 sócios mas de 5.000 ou mais. Os que queriam falar ontem não se vão calar e o mais provável é que ainda existam mais interessados.
