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22 junho 2014 - 01:41

Agora é simples: é "só" ganhar

Duas vitórias por margem mínima chegam para colocar a Seleção Nacional nos oitavos-de-final...

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Logo, lá na longínqua e abafada Manaus – onde, diz quem sabe, o Arena Amazónia mais parece uma sauna –, Portugal defronta os Estados Unidos, numa partida apenas da segunda jornada do Grupo G do Campeonato do Mundo mas que, para a Seleção Nacional, se tornou uma espécie de final face à derrota na estreia e tendo em conta que os norte-americanos bateram o Gana. Não devia ser assim, mas é. No entanto, a situação está longe de ser a maior dificuldade que um evento desta natureza pode colocar a uma equipa experiente, recheada de elementos com provas dadas e onde consta, já agora, o melhor futebolista mundial em título.

Por isso mesmo, não me parece normal, mesmo tendo em conta que o adversário está longe de ser um mero grupo excursionista – já não o era em 2002, como muitos se devem recordar – e que a formação lusa vai apresentar-se com várias limitações, ver tanta gente a olhar para a equipa dos “States” como se se tratasse da atual campeã do Mundo, como se contasse com os serviços da maior estrela da modalidade, como se tivesse um ror de jogadores a militar nos principais emblemas europeu e mundiais. Vamos lá colocar as coisas no seu devido lugar: Portugal é muito, muito superior à equipa dos Estados Unidos. A questão é que isso, sendo pacífico para praticamente toda a gente (em qualquer ponto do planeta), tem de ser confirmado logo e não amanhã, na semana que vem ou em agosto. Tem mesmo de ser agora. Ou então a presença nacional no Brasil estará condenada.

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Mas, depois do empate imposto pelo Gana à Alemanha, Paulo Bento já sabe que, felizmente, a equipa voltou a depender dela própria para chegar aos “oitavos”. As contas, agora, são mesmo simples: é “só” ganhar os dois jogos. E de nada interessa o número de golos marcados ou sofridos. Duas vitórias por margem mínima chegam para colocar Portugal na fase seguinte. E, imagine-se, dessa forma até se pode pensar no primeiro lugar da “poule”. Como? Se alemães e norte-americanos empatarem entre si.

Bom, repetindo a ideia de que os opositores que se seguem não são o Belize, Timor ou Palestina, mal seria se, nesta fase, técnicos e jogadores lusos estivessem a tremer por ter de ganhar os dois jogos. Quem não tem “unhas” para estes duelos não pode sonhar com outros.

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