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05 setembro 2014 - 01:18

Ainda há um Benfica forte

No banco de Jesus no dérbi estavam cerca de 35 milhões investidos...

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No dia em que os treinadores portugueses mostraram que a Champions já ferve nas cabecinhas pensadoras e quando Record confirma que Jonas pode mesmo vir a ser avançado do Benfica, o tema plantel encarnado pode ser esmiuçado. Diabolizar a falta de investimento de Vieira e olhar ao facto de Jesus ter usado apenas um suplente no dérbi para tentar mostrar que falta qualidade ao campeão é apressado. Mais, carece de prova. É verdade que os maus resultados da pré-época geraram uma histeria ensurdecedora que o começo dos jogos a sério acalmou. Com o Benfica-Sporting e a estranha opção do técnico, parece querer levantar-se novamente a questão. O argumento não cola. Só Jesus saberá por que lançou apenas Derley, e a quatro minutos do fim. Mas no banco das águias estavam cerca de 35 milhões em nomes como Lisandro López, Samaris, Pizzi, Ola John, Bebé e ainda Júlio César, este recém-chegado a custo zero mas com um contrato daqueles. Qual não lutaria por um lugar no onze do Sporting? E Marco Silva desdenharia algum?

O Benfica perdeu gente e de qualidade, mas tem mais do que suficiente para uma boa época. Talvez não seja ano de final europeia, mas bater-se com o FCPorto está plenamente ao alcance e as soluções continuam muitas quando comparadas com as do rival da Segunda Circular. A existir um problema ele estará, sim, no planeamento e timing das contratações. Gastar 15 milhões em dois jogadores para o mesmo lugar – caso de Samaris e Cristante, acreditando nas palavras de Jesus – já é estranho, quando estava à vista que havia urgência num guarda-redes e avançado. Ainda assim, as soluções estão aí para jogar. O Benfica é candidato, claro. Resta que faça por isso.

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