Ao ataque

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O Azerbaijão está longe de constituir um adversário apetecível, nomeadamente nesta fase em que a Seleção pretende colocar um ponto final na crise de resultados que ameaça afastá-la da fase final do Mundial’2014. Como provam os resultados, a turma liderada por Berti Vogts defende bem e com muita gente.

Sem Cristiano Ronaldo, a cumprir suspensão, será necessária muita inspiração no ataque, também privado de Nani, para derrubar a muralha azeri. E este é um jogo que Portugal terá mesmo de ganhar, se quiser alcançar a única meta que objetivamente lhe resta, o acesso ao Campeonato do Mundo via playoff.

Quem observou ontem o jogo da Rússia frente ao Brasil ficou a perceber, se dúvidas ainda existiam, que o conjunto de Fabio Capello não lidera por acaso o Grupo F. Conta com uma geração recheada de bons jogadores e atua como um bloco, que, ao contrário de Portugal, demonstra ambição e espírito competitivo. Os russos comandam destacados e, se a Seleção Nacional não arrepiar caminho, garantirão muito rapidamente a qualificação direta, que, de resto, fizeram por merecer.

Enquanto Portugal se arrasta em campo, há quem se detenha em jogos florais, como se a qualificação para o Mundial não servisse também para valorizar os ativos dos clubes de maior nomeada. O novo episódio da utilização de João Moutinho no confronto com Israel criou desnecessariamente mais uma clivagem entre FC Porto e Seleção Nacional. Pinto da Costa atirou primeiro, sem que aparentemente nada o justificasse. Paulo Bento respondeu-lhe legitimamente, mas de forma desproporcionada, e o líder dos dragões voltou novamente à carga.

A Seleção continua a não reunir o esforço coletivo e será uma pena se, por estes e outros fatores, Patrício, Pepe, Moutinho, Nani e Ronaldo ficarem afastados do Mundial.

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