Aquilo era Natal não era Benfica
Tive, naturalmente, uma pequena alegria com a vitória do meu Belenenses sobre o Benfica e logo por um dos resultados mais expressivos da história dos dois clubes. E a alegria não foi grande essencialmente por dois motivos. Um de natureza emocional – o passar dos anos tem feito refinar o dever de ofício que me impõe o controlo sobre as emoções. Ou seja: prefiro que o "Belém" ganhe, mas não fico nada aborrecido quando isso não acontece, até porque, infelizmente, não acontece muitas vezes. Afinal, é apenas futebol.
O outro motivo de contenção é que me parece importante – nunca gosto de ver os grandes do nosso futebol em baixo porque isso é mau para o próprio jogo e para o entusiasmo dos adeptos e, por isso, mau para a imprensa desportiva. E, desta vez, o caso é ainda mais grave. Não tanto pelos quatro golos que sofreu o Benfica, enfim, o Natal, mas pela falta de força física e anímica que a equipa encarnada revelou. Aquilo não era o Benfica, e se 14 jogadores utilizarem assim a camisola, o emblema e o nome do Benfica não é um problema, onde é que estão então os prblemas?
