As eleições no Benfica

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Luís Filipe Vieira aproveitou os que os estatutos permitem e promove eleições relâmpago no Benfica. Tira sem margem para qualquer dúvida benefícios da "manobra" (lá voltamos a falar de ética) porque anula o tempo de reação dos adversários. Se para uns a falta de tempo é a "morte do artista", no caso do presidente da clube da Luz é como se as semanas entre a queda de todos os orgãos sociais e a data das eleições fosse uma eternidade.

Vieira tem tudo a ganhar com estas eleições relâmpago e curiosamente o Benfica não tem nada. Uma boa oposição é tão importante como um bom governo.  Compreende-se as razões que levaram José Eduardo Moniz a não avançar.

Fazia algum sentido deixar a TVI, entregando-se a uma causa desconhecida?. O diretor geral da TVI gosta de correr riscos - foi bem sudedido em grande parte dos que fomentou na estação de Queluz - mas sempre que avança por este caminho é porque conhece o meio e está por dentro das fragilidades dos adversários.  Dar tiros no escuro não é o seu forte.

Os sócios do Benfica ficarão tão esclarecidos como antes. Quem ouviu Vieira sexta-feira na SIC nada mais ficou a saber. O discurso é o mesmo dos últimos anos. Assim ficarão. Não há ideias novas, nem debate sobre a crise de resultados e financeira. Parece que está tudo bem.

As eleições resultaram numa confusão. É disso que se fala. O importante fica sempre para depois.

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