As explicações de Figo
Figo quebrou finalmente o silêncio para confirmar a partida do Inter de Milão no final da época para os sauditas do Al Ittihad. Não há nada de extraiordinário nesta opção do médio português, que se limita a fazer o que muitos já fizeram: depois de uma carreira em clubes de topo, deixa o futebol de mais alto nível para ganhar mais algum dinheiro, dando prestígio a outros campeonatos.
Figo nunca deixou nada ao acaso. Foi brilhante por onde passou, jogou sempre nos limites das suas capacidades nos clubes e na Selecção Nacional. Geriu o "seu tempo" como bem quis, não tendo medo de tomar decisões difíceis. Será sempre um grande Senhor do futebol mundial.
Mas hoje foi infeliz nas explicações que deu para escolher o Al Ittihad. O dinheiro foi um factor bem ponderado para assinar pelos sauditas, ao contrário do que quis dar a entender. Figo não vai para a Arábia seguramente por razões de coração ou por se identificar com um estilo de vida, que outros portugueses que por lá estão (ou estiveram) já reconheceram não ser fácil.
Figo tem todo o direito de querer ganhar ainda mais. Não há qualquer mal nisso. O que fica mal é querer fazer ver que só na Arábia é que encontrou "uma solução suave" já que não se queria retirar imediatamente. Podia tê-lo feito nas origens, mas aí os cifrões seriam outros...
