As profundezas do mar vermelho
Era um duplo teste ao Benfica de Trapattoni: à força moral da liderança isolada e ao despertar definitivo dos seus adeptos, cuja expressão pode ser determinante na recta final do campeonato. Onze anos depois do último título e no momento de defenderem uma situação de privilégio na tabela, os encarnados interpretaram bem o momento. A equipa foi convincente na abordagem ao jogo e os adeptos criaram a indispensável onda de apoio.
Depois de o Boavista ter cedido empate comprometedor em Penafiel, Setúbal mergulhou nas profundezas do mar vermelho: pela invasão popular; pela segurança de processos com que a equipa se exibiu e pela tranquilidade de uma vitória que torna ainda mais ameaçadora a chama benfiquista.
Na jornada que terminará amanhã com o Sporting-FC Porto, do qual a águia tirará sempre algum benefício, o V. Guimarães venceu na Madeira. Cimentou o 6º lugar e ainda lançou o Marítimo numa crise anunciada pela saída de Mariano Barreto do seu comando técnico.
