As segundas opções

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1 Há na vida, e no futebol em particular, o velho chavão de que as derrotas trazem mais ensinamentos do que as vitórias. O Benfica, depois da euforia vivida pelos adeptos com o histórico triunfo no Dragão, desceu à terra em poucas horas. A eliminação da Taça de Portugal, em casa, diante do Sp. Braga, colocou a nu, uma vez mais, as debilidades no plantel com que os encarnados se debatem desde o princípio da época e que a boa carreira na Liga tem feito invariavelmente esquecer. Sem Luisão, Salvio e Enzo Pérez na segunda parte, a equipa de Jorge Jesus mostrou uma vez mais que lhe faltam segundas linhas, os tais suplentes de qualidade que muito contribuíram, por exemplo, para os títulos conquistados na temporada transata. À falta do capitão, os homens da Luz apresentam uma dupla de centrais quase banal, a mesma que, no passado domingo, frente ao FCPorto, quase deitava por terra a vantagem no marcador que Lima materializara. O Benfica não apresenta, por outro lado, um extremo fiável que ocupe o lugar de Salvio. Gaitán, como é óbvio, só pode alinhar numa das alas. Mas o principal, ou pelo menos o mais indisfarçável dos problemas, reside no substituto de Enzo Pérez, que os encarnados, objetivamente, não têm. E não se pode esperar de Jorge Jesus que opere o milagre de tirar de Pizzi, um homem talhado para terrenos bem mais próximos da área contrária, o mesmo rendimento que conseguiu com o internacional argentino. O Benfica, mesmo só com duas competições pela frente, não pode agora cometer o erro de desinvestir no plantel ou de pelo menos não tentar dotá-lo de alternativas credíveis. O FCPorto, onde as soluções não faltam, está a 6 pontos (ontem, fruto da antecipação do jogo com o V. Setúbal, ficou a 3) e não a 60, como muitos fizeram transparecer logo após o clássico.

2 Pedro Proença está arredado da final do Mundial de Clubes por motivos que nada têm a ver com a sua competência. O San Lorenzo não quis um árbitro europeu, e, muito menos, um compatriota de Cristiano Ronaldo a arbitrar a final. Os argumentos dos argentinos ainda se percebem, os do presidente da FIFA, Joseph Blatter, já não: “O árbitro da Guatemala fala a língua dos dois clubes.” Está bem, abelha...

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