Opinião

Pedro Adão e Silva Professor Universitário

Bendita pausa

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Uma vitória merecida, uma exibição pobre e a persistência de sinais preocupantes. Esta pode bem ser uma descrição do Benfica-Moreirense.  À imagem dos jogos anteriores, o Benfica entrou em campo amorfo, sem intensidade, mas, desta feita, a equipa foi capaz de dar a volta ao resultado porque mostrou garra e Rui Vitória arriscou e fez substituições em tempo útil. Será este um bom rumo?

Sim e não. Claro que a capacidade de inverter resultados desfavoráveis e a atitude revelada são indicadores muito positivos. Da mesma forma que ter um treinador com sentido de risco, que não atrasa as substituições até aos minutos finais é um bom sinal. Há, contudo, um grande 'mas' em tudo isto.

Uma equipa que ambiciona conquistar títulos pode recorrer de quando em quando a uma solução de risco, empurrando o adversário para dentro da área, através de jogo direto para os avançados, mas esta opção não pode ser usada por sistema. Se este é o plano B que anda a ser treinado, é preocupante; se é utilizado nos jogos sem que antes seja testado, é ainda mais preocupante. Assim como assim, já lá vão duas partidas em que, em desvantagem, o Benfica coloca três avançados e ainda põe o ala esquerdo a fazer todo o corredor. Desta feita resultou, a probabilidade de voltar a resultar é baixa.

Bendita, por isso, esta pausa para as seleções. O Benfica vai ter duas semanas bem necessárias para desenvolver as suas ideias de jogo ofensivo; para equilibrar as transições defensivas e para estabilizar emocionalmente a equipa. São tarefas hercúleas, mas ou os problemas se resolvem agora ou pode ser tarde.

 

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