Benfica reage à... "Liga Martins"?

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Benfica reage à... "Liga Martins"?
Benfica reage à... "Liga Martins"?

...E, de repente, o excesso de confiança, a impreparação do Benfica no jogo com o Estoril – um grande Estoril, assinale-se... – e ainda Carlos Martins (“Liga... Martins?!”) ressuscitaram o FC Porto, permitindo-lhe sair da tumba para poder livrar-se do peso de um aparente condenado.

O campeonato parecia resolvido, depois de o Benfica ter passado incólume pelo “corredor da morte” (Sporting e Marítimo), com festejos prematuros no Funchal, mas eis que um “bando de canarinhos”, superiormente dirigidos pelo jovem Marco Silva, estimulados porventura pela soberba benfiquista, decidiu reabrir as contas da Liga: “para que não restem dúvidas (em torno de quem é efectivamente a melhor equipa do campeonato) resolvam lá isso entre vocês, no Dragão.” Até faz algum sentido. E, assim, depois de uma maratona, na qual o Benfica vinha apresentando os melhores argumentos, eis que ao FC Porto é dada a oportunidade de um sprint vitorioso. Um FC Porto mais fresco, cuja decorrência resulta do facto de ter sido eliminado mais cedo das provas europeias e da Taça de Portugal, que encontra aqui, junto dos adeptos e na sua cidade, um suplemento de alma de enorme importância no plano psicológico.

É verdade que ao Benfica só a derrota não serve, mas isso não adquire grande significado quando se sabe que o FC Porto, em sua casa, depende basicamente de uma vitória esta noite para revalidar o título de campeão nacional. Há quem ainda esteja a fazer contas ao jogo dos portistas em Paços de Ferreira, mas se os azuis e brancos conseguirem derrotar o Benfica não vejo forma de os pacenses poderem intrometer-se na “guerra” capital... O jogo de logo à noite pode ter um efeito de dominó – para o bem e para o mal... Se o Benfica empatar ou ganhar no Dragão, mais facilmente pode habilitar-se a mais uma ou duas conquistas (Taça de Portugal e/ou Liga Europa); se o Benfica perder, os níveis anímicos poderão precipitar-se em queda e os encarnados correm o risco de protagonizar, até, um final de época penoso. Porque ao desgaste físico juntar-se-á o peso de uma inaudita e sempre cruel erosão psicológica...

Este campeonato precisava de um final assim. Um jogo para tirar todas as dúvidas sobre quem merece ganhar a Liga 2012/13. Nada mais do que um embate decisivo entre as únicas duas equipas capazes – desde o começo – de conquistar o máximo título nacional: Benfica e FC Porto. Duas grandes equipas, inquestionavelmente, que ainda não conheceram a derrota na prova mais importante do calendário futebolístico indígena, com altos e baixos em matéria exibicional, mas portadoras de uma mensagem positiva em torno do chamado “futebol de ataque”.

Jorge Jesus afirmou que não há nenhuma razão para se falar de uma “nuvem negra” sobre a cabeça da equipa dos jogadores. Vítor Pereira reage agora perante o cenário de “funeral antecipado”. Não vale a pena aprofundar o requinte do jogo dialéctico. O apelo está feito: resolvam lá isso dentro do campo. Com nobreza e fair play. E que Pedro Proença saiba merecer o respeito de todos, com uma arbitragem à altura da importância deste clássico. Para que não se diga que as arbitragens “fizeram” o campeão nacional...

TEMPO EXTRA

Proença: sim ou não?

As arbitragens têm tido um papel crucial no achamento dos campeões nacionais em Portugal e, porque existe essa convicção, elas estão sempre na crista da onda, porque todos sabem que, em caso de dúvida, é importante que os árbitros decidam “a nosso favor”...

Todos os clubes têm especialistas que fazem a caracterização do perfil dos árbitros... E, perante o estudo dessa caracterização e o histórico de erros, são chancelados como “desejáveis” e “indesejáveis”...

Pedro Proença passou de “desejado” a “indesejado” na Luz e de “tolerado” a “desejado” no Dragão. Com o aumento das suas credenciais, PP conquistou o estatuto de “favorito” entre os dragões. E é assim que chega à “grande final” do campeonato, numa nomeação que estava preparada há muito tempo e para a qual o Benfica não deu a devida resposta: se desconfia – e basta atentar nas declarações não muito distantes dos seus responsáveis – deveria ter-se mobilizado para a FPF pôr em marcha uma das mais recentes alterações regulamentares: a possibilidade de um árbitro estrangeiro dirigir jogos da Liga. A ver vamos se o risco compensa, sendo certo que se espera e ambiciona que PP realize um grande trabalho hoje à noite, no Porto. Precisa ele e precisa o futebol português.

JARDIM DAS ESTRELAS

Majestade Ferguson

O Manchester United é um dos melhores clubes do Mundo, onde qualquer profissional que goste de trabalhar a sério encontra as condições ideais para triunfar. O ambiente de Old Trafford é fantástico, as condições de treino estão dentro dos altos padrões exigidos ao futebol moderno, a máquina funciona e é universal e nada é deixado ao acaso. Não há distracções, não se cultiva o “dolce far niente” (comum noutras paragens) e os atletas, se querem ter sucesso, têm de concentrar nas suas tarefas. Grande responsável por este cadinho majestático: sir Alex Ferguson!

O CACTO

Irresponsável

Os adeptos não perdoam quando se tratam de erros de arbitragem, com influência no desfecho dos jogos ou mesmo sem ela... Este campeonato já foi, por via disso, a “Liga Capela” e outras Ligas baptizadas com outros nomes de árbitros... É um facto que muitos desses erros contaminam negativamente a competição, e não nos cansamos de repetir que, enquanto não for alterado o sistema vigente em que as decisões tomadas no momento são absolutas e irreversíveis, vamos continuar a assistir a atropelos à verdade desportiva! O que não se discute suficientemente são erros e “estados de alma” protagonizados pelos jogadores, como foi o caso da autoexpulsão promovida por Carlos Martins no último Benfica-Estoril. Perante tamanha irresponsabilidade, não seria também legítimo o baptismo de... “Liga Martins”?

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