Blatter sai. E cai

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Blatter sai. E cai
Blatter sai. E cai

Foi um bom dia para o futebol, escreveu Luís Figo e eu concordo. As suspeitas de corrupção na FIFA não podiam deixá-lo dentro de uma cerca de dirigentes apanhados e ao mesmo tempo deixá-lo de fora do lodo. Blatter terá sido confrontado com indícios do seu próprio envolvimento e demitiu-se.

Foi ao quarto dia da sua reeleição, o que demonstra que o ato eleitoral da passada semana foi uma teimosia do próprio provavelmente como último instinto de sobrevivência. Não serviu de muito. A pressão intensificou-se mesmo depois da vitória que enfureceu tanta gente. Michel Platini e Luís Figo. Angela Merkel e David Cameron. E, claro, os patrocinadores. Mas foi o processo judicial nos Estados Unidos que conseguiu desbloquear tudo o processo. E bloquear Blatter.

Sim, foi um bom dia para o futebol, sobretudo após as revelações dos dias anteriores sobre pagamentos a federações, presentes distribuídos, dinheiros por debaixo de mesa e escolhas de organizações de mundiais envoltas em suspeitas de compras de votos e pagamentos de luvas. Agora já não é só porque alguém comenta. É porque a justiça acusa. No caso, a justiça americana. Quem diria?

Luís Figo sai desta primeira fase do processo carregado de razão. Todas as denúncias e acusações duras que fez ao longo dos meses de candidatura foram reforçados por estas detenções e acusações. E talvez se abra agora espaço para que a antiga glória portuguesa possa estar de novo a jogo. Candidate-se ou não, Figo tornou-se incontornável na segunda fase do processo que agora se inicia na FIFA: a eleição do primeiro presidente pós-Blatter.

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