Candidaturas
No arranque da Liga, Sporting e FC Porto já mostraram ao que vêm. Duas vitórias importantes perante adversários incómodos e com contextos e leituras diferentes. Se a vitória do Sporting ganha maior relevo pelo facto de ter sido alcançada fora, coisa rara nos arranques quer dos leões , quer de Jorge Jesus, já a vitória do FC Porto vale mais pela qualidade da exibição perante um adversário europeu e também pelos números inequívocos com que foi selada.
Equipas fortes, sólidas, com modelos de jogo bem definidos e bem trabalhados para uma fase tão embrionária da temporada, foi isso que mostraram Sporting e FC Porto. Ainda falta limar arestas e reforçar algumas posições nucleares, mas os respetivos treinadores sabem o que querem e como podem atacar os seus objetivos. Nota-se maturidade e segurança nos processos mas também nos discursos ambiciosos, e muitas vezes é aí, na forma como se galvaniza o clube, que se começa a ganhar campeonatos.
Chegamos assim ao Benfica e à forma como se apresenta nesta fase. Modelo de jogo por definir, resultados modestos e reforços por chegar, juntando-se a tudo isto a incerteza em torno da continuidade de Gaitán e Jonas, bem como a lesão de longa duração de Salvio. Longo e árduo trabalho para o competente Rui Vitória à frente de uma equipa que, por mais paradoxal que possa parecer, se apresenta neste momento como a candidata mais fraca, apesar de ser bicampeã. Tem a palavra Luís Filipe Vieira: dará ou não a Rui Vitória as mesmas condições que deu a Jorge Jesus? Dessa capacidade dependerá a força da candidatura do Benfica na Liga 2015/16. Só assim teremos, como muitos preconizam, o campeonato mais competitivo das últimas décadas.
