Chelsea duma figa

Adicione como fonte preferencial no Google
Chelsea duma figa
Chelsea duma figa

Vamos lá ver se nos entendemos: o Chelsea tem uma equipa mil vezes mais poderosa que a do Benfica. Nos dois jogos da eliminatória, a equipa britânica cumpriu os mínimos, acelerando quando foi necessário e jogando à sombra da bananeira. Por isso mesmo, devia ter perdido ontem. Porque de cada vez que a humildade vence a arrogância, a justiça conquista mais uns metros de céu.

Quando Javi García marcou o golo do empate já perto do fim do jogo de ontem, as estrelinhas acenderam-se em Lisboa e Stamford Bridge susteve a respiração. A sorte faltou nesses minutos finais, quando um lance daqueles tirados das cadernetas poderia ter feito o Benfica fazer história. E esfregá-la na cara daqueles que haviam zombado dos encarnados – e dos portugueses – nas semanas anteriores. Até a entrada de Drogba, no fim, parecia talhar a ironia perfeita para o desfecho: com o jogador em campo, uma vitória do Benfica seria a paga pela humilhação infligida há duas semanas aos jogadores portugueses, que tratou com desdém e falta de desportivismo, para não dizer de educação.

Mas como escreveu Fernando Pessoa, “o mundo é para quem nasce para o conquistar, e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão”. O Benfica não teve com o Chelsea a redenção que o Sporting teve com o Manchester City. E volta de Inglaterra revoltado com a arbitragem, quando lhe teria bastado um pouco de sorte. Com a equipa cansada e até diminuída, não podia ter feito mais do que tentou. Mas tentou.

PS: Desportivismo e educação teve Godinho Lopes, quando disse que o Sporting receberá bem os benfiquistas em Alvalade, sem gaiolas, sem casos, sem revistas que retardem a entrada dos adeptos. O civismo é sempre boa resposta.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade