Contas e justiça
A justiça em Portugal tem os defeitos que conhece, processuais e técnicos, como o caso da criança encontrada morta num buraco de esgoto em Arrentela com o julgamento a ter de ser repetido parcialmente por causa de um ultrapassado sistema de gravação, que não possibilitou ouvir com exactidão o que algumas testemunhas disseram.
Mas no futebol, a justiça pareceu sempre dar ainda mais sinais de estar morta do que viva, pelo que os indícios dados nos últimos tempos pela equipa que coordena o "Apito Dourado" são positivos.
O momento não é para falar de culpados, ou apontar baterias num só sentido, mas para o cidadão comum é importante perceber que o desporto também tem regras e que os incumpridores são punidos pelas ilegalidades que cometerem.
Os últimos dados que se conhecem já não se referem apenas aos acordos e contrapartidas com árbitros, mas também já se questiona as transferências de jogadores. As contas portistas vistas à lupa deve ser considerado procedimento comum a muitas empresas e como um passo tendo em vista a credibilização do futebol português. Mas quem fala do FC Porto fala de todos os outros clubes. Exige-se rigor e transparência.
