Demissão

Adicione como fonte preferencial no Google
Demissão
Demissão

Não basta a Godinho Lopes dizer que não se demite. É preciso que saiba dizer também o que fará para contrariar a derrocada catastrófica em que se encontra o Sporting. De outra forma, aquele que não se demitiu ontem será demitido amanhã. Obviamente.

O presidente do Sporting não soube dizer ontem no Conselho Leonino mais do que sublinhar o seu indiscutível compromisso com o clube. Mas o problema não é esse. O problema é que o Sporting está sem resultados, sem rumo e sem esperança. Parece a Grécia: de cabeça perdida.

O que pode Godinho Lopes fazer? Provavelmente, pouco mais do que acender velinhas aos padroeiros que parecem tê-lo abandonado. Quando ele entrou no Sporting, a situação era já de emergência, financeira e desportiva. A direção encontrou um clube desmoralizado e hipotecado, pelo que propôs um plano de salvação em que tudo teria de correr bem para ser cumprido. Até agora, correu tudo mal. E o Sporting está ainda mais perto de uma desvalorização permanente enquanto clube.

O problema não é Godinho Lopes, que não pode dar chutos na bola pelos jogadores nem obrigar investidores a assinar cheques. Mas a questão deixou de ser sobre se o problema é Godinho Lopes mas antes se a solução pode ser Godinho Lopes. E foi esse tempo que se esgotou. O seu projeto de “restauração” do Sporting falhou.

A primeira grande conquista de Godinho Lopes foi a sua primeira derrota: o treinador Domingos Paciência. Muitos escreveram então – incluindo esta coluna – que a decisão de correr com Domingos era precipitada, pois o treinador não havia tido tempo. Paradoxalmente, o mesmo Godinho Lopes que se terá precipitado numa demissão, parece não compreender a inevitabilidade de outra: a sua. Como disse um dia um ex-presidente de Alvalade, “está escrito nas estrelas”.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade