Derlei e os tiros no pé

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As afirmações de Vukcevic no final do Sporting-Belenenses não foram apropriadas nem no lugar nem tempo. O montenegrino já teve outras ocasiões para reclamar o que julga ter direito, num dossiê que não está a ser bem gerido por ninguém. Optou por fazê-lo quando teve oportunidade de jogar e de mostrar a Paulo Bento que tem valor e condições para ajudar a equipa. Reprovável, como reprovável foi o comportamento de João Moutinho.

Os tiros no pé no balneário leonino não se ficam, no entanto, por aqui. Paulo Bento pode ter todas as razões do mundo para ter deixado Vukcevic sucessivamente de fora. Nunca vacilou, no que entende ser, os interesses supremos da equipa. E não precisa de ajudas do grupo para gerir este processo.

Derlei será, por certo, um bom conhecedor do que se passa no plantel leonino (assim como os outros jogadores) mas, neste caso, para bem da própria equipa, não necessitava de ter ateado ainda mais o fogo.

O comportamento de Vukcevic no Saturn não pode ou deve servir de argumento para o que quer que esteja a fazer em Alvalade. Derlei tem todo o direito de não gostar do comportamento do companheiro mas, nem que mais não seja pelo que essa condição representa, tinha a obrigação de se manter publicamente à margem do processo. O que disse no "Domingo Desportivo" foi feio, um tiro no pé, que se pode virar contra o próprio.

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