Dois pedidos de desculpa

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Record foi ontem um dos muitos jornais que deu indevidamente o Sporting como líder da SuperLiga, como aconteceu também com o próprio “site” da Liga de Clubes. A pressão do fecho da edição e o erro informático, sendo verdadeiros, não servem, no entanto, de justificação para o lapso do nosso jornal, que sendo líder da imprensa desportiva não se comportou desta vez como tal.

Já na edição de domingo Record não tinha sido feliz, ao reproduzir – embora com o cuidado de considerar “eventuais” as acusações – a manchete de um diário generalista que dizia ter a PJ provas de que João Loureiro, presidente do Boavista, tentara negociar e influenciar nomeações e arbitragens. Não existe em Record, e bem, a tradição de divulgar um tipo de noticiário baseado em “fontes” e eventualidades. Aconteceu, tentaremos que não se repita.

Face a estas situações, é minha obrigação tomar duas atitudes. A primeira é a renovação da confiança nos jornalistas que não puderam evitar dois erros que, no acto da publicação do jornal, passaram a ser unicamente meus. A segunda é a apresentação das devidas desculpas aos nossos leitores – em especial aos adeptos portistas e sportinguistas – e a João Loureiro, cuja inocência não só se presume como é minha convicção que ficará demonstrada no final do processo.

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