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27 outubro 2008 - 11:29

E agora Professor?

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1 - Duas derrotas consecutivas em casa, perante adversários teoricamente acessíveis, e eis que, num ápice, o Estádio do Dragão passou a ser um palco tão complicado para os membros da equipa da casa quanto para os forasteiros. E para vincar bem a sua posição de desagrado face aos mais recentes resultados, os exigentes adeptos – que se viciaram em vitórias nos últimos anos – usam todas as “tácticas”: dos tradicionais assobios e lenços brancos até aos insultos verbais que, findo o duelo com o Leixões, quase derivavam para violência. Cristian Rodriguez, segundo vários relatos, foi um dos alvos preferenciais dos indignados adeptos azuis e brancos.

Em poucos meses, o internacional uruguaio não só protagonizou a principal transferência interna e aumentou consideravelmente os respectivos honorários, como logrou a verdadeira façanha de ser enxovalhado no Dragão, depois de equiparado a Judas na Luz. Um registo atípico e inesperado para um jogador que, futebolisticamente falando, é dos que mais qualidade possui entre nós. O problema é que, nos últimos jogos, tem tido um rendimento fraquinho, intermitente. Como a equipa...

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Mas, o “Cebola” não é o único a sair “chamuscado” nestes dias de verdadeira turbulência a Norte. Jesualdo Ferreira pode não ter sentido directamente a animosidade dos associados e simpatizantes, mas volta a ser apontado - em todos os inquéritos e sondagens - como o grande responsável pela quebra da equipa.

Independentemente do número de troféus que possa conquistar no FC Porto, o Professor nunca conseguirá que os mais indefectíveis dragões esqueçam o seu passado encarnado. Enquanto a equipa ganha, os críticos não têm muita margem de manobra, mas com o aparecimento dos resultados negativos... os ataques são imediatos. E invariavelmente desgastantes para a imagem do técnico.

E a avaliar pelas declarações no final do último jogo, parece que o Professor não estava convenientemente preparado para um “exame” tão cedo quanto inesperado à sua liderança. No seu tradicional estilo onde a confiança se confunde, amiúde, com arrogância, Jesualdo foi incapaz de explicar o que se passa com a equipa, refugiou-se em frases feitas e, pior que tudo, evitou as perguntas dos jornalistas. Ao optar por este caminho, o treinador descartou a possibilidade de, publicamente, fazer a sua defesa. Ele lá saberá as suas razões, mas duvido imenso da eficácia da estratégia utilizada... E, já agora, duvido também que consiga resistir a um eventual novo tropeção na jornada seguinte. E atenção que a deslocação à Figueira da Foz não deve ser nada fácil!

2 – Quando os grandes não brilham na nossa Liga é quase sempre por culpa própria, porque não jogaram aquilo que está ao seu alcance. Esta sexta jornada confirmou a regra, já que nenhum dos candidatos ao título actuou próximo do nível que pode exibir. Mas, de vez a vez, não fica mal dizer que os outros, os denominados pequenos, também têm mérito naquilo que alcançam contra os colossos. Ou será que ninguém reparou, por exemplo, nos 3 (que até foram 4...) golos que o Leixões marcou no Dragão, na forma descomplexada como a Naval jogou “olhos nos olhos” na Luz (ficando muito perto do empate) ou na incapacidade leonina para “dobrar” o Paços de Ferreira, apenas o penúltimo da classificação?

E quem seria capaz de dizer que, após 6 rondas, a liderança seria ocupada por Nacional e Leixões? Poucos admitem que haja competitividade na Liga Sagres, mas ela continua a aumentar ano após ano, independentemente da qualidade dos espectáculos que, contudo, também não são sempre tão maus quanto alguns fazem questão de "pintar".

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